Mistão do São Paulo nega fogo contra Avaí

Antero Greco

20 de setembro de 2015 | 20h03

O elenco do São Paulo teve baque de qualidade com a saída de alguns jogadores. Até aí, todo mundo sabe. O time titular atual, com altos e baixos, se ajeita. (Se bem que anda difícil saber quem é titular de fato.) O chato é ver que, se for necessária formação mista, a possibilidade de frustração é grande.

E foi o que aconteceu no jogo com o Avaí, na tarde deste domingo, em Florianópolis. Por motivos diversos – o principal deles a Copa do Brasil –, o técnico Juan Carlos Osorio mandou a campo vários reservas e alguns jovens para o compromisso no Campeonato Brasileiro. Não deu outra: derrota por 2 a 1 para adversário da parte de baixo da classificação e, mais uma vez, dúvidas em torno da capacidade para permanecer entre os quatro melhores.

O São Paulo mostrou em Santa Catarina que não consegue romper o círculo vicioso de não emplacar boas apresentações. Ou pior, desta vez rompeu a sequência. Pois, como havia jogado mal no empate por 0 a 0 com a Chapecoense, em casa, na quinta-feira, agora seria a vez de jogar bem.

Não foi o que aconteceu. O desempenho esteve aquém do esperado, raros os lances dignos de registro, inspiração perto de zero. Alguém pode alegar que a falta de entrosamento é natural, porque se tratava de mistão. Ok, mas não diminui o vexame.

O São Paulo perdeu por 2 a 1 porque o Avaí também é limitado, embora tenha acumulado três vitórias em seguida, na corrida para safar-se da queda. Se o time catarinense fosse melhor, a surra seria como aquela de dez dias atrás para o Santos. O mérito tricolor foi chegar ao empate, com gol de Breno, e olhe lá. No mais, mereceu voltar para casa de mãos abanando.

Tomara que a estratégia dê resultado e se saia bem na Copa do Brasil. Pois, se negar fogo também lá (o desafio é o Vasco), não haverá explicação que convença.

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