Na volta de Luan, a vitória palmeirense

Antero Greco

05 de junho de 2016 | 19h51

O jogo estava empatado, por causa de dois gols logo no início – Gabriel Jesus de um lado, Alan Patrick de outro.  Já se passavam mais de dez minutos do segundo tempo e o Flamengo jogava melhor.

Foi quando técnico Cuca chamou o atacante Luan para entrar no estádio Mané Garrincha, que recebeu o maior público do Brasileiro até agora: mais de 54 mil pagantes.

Vocês imaginam o que deve ter sentido o Luan?

Ele estava voltando a vestir a camisa palmeirense, depois de ter saído do clube sem muito prestígio. Após uma contusão gravíssima que o afastou dos campos por muito tempo, ninguém esperava que voltasse a jogar pelo Palmeiras.

Mas lá estava ele, com a camisa 39, grandalhão, dedicado e obstinado. Tão obstinado que nos tempos do Felipão chegou a jogar até na lateral-esquerda. Neste domingo, não. Substituiu Matheus Sales, entrou para ser atacante pelo setor esquerdo.

E não é que o Palmeiras, que vinha sendo dominado pelo Flamengo de Zé Ricardo, acabou se impondo? Exatamente pelo lado dele. O time carioca começou a se encolher e a equipe de Cuca voltou a jogar como no primeiro tempo, quando foi bem melhor.

As chances verdes apareceram. Aos 19 minutos, o zagueiro Leo Duarte desviou a bola com a mão, mas o juiz não viu o pênalti. Aos 22, Muralha fez grande defesa. Aos 26, depois de um toque por cobertura, o Palmeiras faria o segundo gol com Gabriel Jesus, nas o zagueiro César Martins voou para espalmar. Dessa vez o juiz marcou o pênalti e o Flamengo ainda ficou com dez jogadores.

Para essa história terminar como num conto de fadas, Luan teria de bater pênalti e daria a primeira vitória como visitante a seu time no Brasileiro deste ano. Mas quem cobrou foi Jean.

O Palmeiras ganhou de 2 a 1, merecidamente, e Luan voltou a vestir a camisa do clube.

(Com participação de Roberto Salim.)

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