Náutico, quase rebaixado, apronta sobre o Coxa

Antero Greco

28 de setembro de 2013 | 22h05

O Náutico jogou a toalha no Brasileiro. Segura a lanterna há muito tempo e, à medida que as rodadas avançam, vê se aproximar a Série B. Passou então a ser franco-atirador – e parece que se dá bem nessa condição. No meio da semana, empatou com o Santos por 1 a 1 e neste sábado bateu o Coritiba por 3 a 0, no novo estádio de Recife. Está da pá virada.

O Náutico está na base do que vier é lucro. Cansou de correr, lutar, brigar, suar e não ganhar. Esperou 14 rodadas para saber o que é sair de campo com três pontos – agora tem 14 no total. Mas festejou em cima de um adversário que até recentemente brigava pelas primeiras posições. E, justiça seja feita, jogou melhor do que o Coritiba, teve resultado justo.

Resultado construído apenas no segundo tempo, com os gols de Olivera aos 5 e Maikon Leite aos 31 e aos 38. Maikon se tornou o herói da noite, como havia sido diante do Santos, por ironia do destino. Dias atrás, se falava na possibilidade de deixar o clube, porque não rendia o que se esperava dele quando foi contratado do Palmeiras. No entanto, decidiu.

Otimistas fazem contas e acreditam na possibilidade de salvação. Nada contra a esperança. Torcedor tem de ser positivo, precisa que a paixão prevaleça. A situação, porém, é desesperadora, pois o Náutico está 13 pontos atrás do Flamengo (27), o primeiro fora da zona de rebaixamento. Não só terá de reagir esplendidamente, como o rubro-negro terá de cair mais do que Bolsa de Valores em época de crise.

O Coritiba também despenca. Está com 31 pontos e na segunda parte da classificação. O mês de setembro foi terrível para o Coxa, com 4 empates, 3 derrotas e 1 vitória. Quer dizer, 7 pontos em 24 disputados. Desse jeito, não pega nem Sul-Americana, e ainda está sem treinador, após a saída de Marquinhos Santos.

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