Náutico quase vê Batalha dos Aflitos 2 no empate com a Lusa

Antero Greco

30 de agosto de 2011 | 22h35

Quer deixar o torcedor do Náutico apreensivo? Basta ele ver o time com mais jogadores em campo do que o adversário. Até hoje, em Recife, ninguém esquece o trauma provocado pela Batalha dos Aflitos, em 2005, quando o Grêmio venceu, pela Série B, mesmo com quatro a menos. Na noite desta terça-feira, a história se repetiu em parte: o Náutico ficou no empate de 0 a 0 com a Portuguesa mesmo com dois a mais durante todo o segundo tempo.

A luta entre o líder da divisão de acesso e o terceiro colocado tinha tudo para ser equilibrada. Lusa e Náutico fazem campanhas regulares e são candidatos à promoção. O prognóstico se confirmou, no primeiro tempo, com poucos lances de perigo e muita marcação. Tudo corria normalmente até os 44 minutos, quando Ferdinando derrubou Kieza e levou vermelho. Marcelo Cordeiro revoltou-se com o árbitro e também foi expulso.

Jorginho e os atletas da Lusa que restaram foram para os vestiários preocupados, com razão. (Vestiários modo de dizer, pois todos ficaram no gramado….) Porque sabiam que a pressão seria total no segundo tempo. O treinador do time paulista não teve dúvida: colocou todo mundo atrás, exceto Edno, que ficou sozinho no ataque e ainda com a responsabilidade de tapar, dentro do possível, o meio-campo.

Não deu outra: o Náutico se jogou no ataque, pressionou, teve domínio de bola muito superior, mas falhou num quesito básico: eficiência. Não houve qualidade nas jogadas, não houve criatividade e, até certo ponto, a Lusa não teve a vida tão dificultada. Com a vantagem numérica, a equipe pernambucana conseguiu seu melhor momento num chute de Philip que bateu no travessão. No fim, saiu de campo até sob algumas vaias e Kieza quis partir pra cima de um torcedor mais folgado.

Com esse resultado, a Lusa segurou a ponta, agora com 39 pontos, contra 35 do Náutico. A Ponte está em segundo, com 38, e avança. A Lusa, desta vez, volta para casa com sensação de dever cumprido.

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