Neymar assume o papel de astro da seleção

Antero Greco

19 de junho de 2013 | 20h31

O Brasil ganhou do México. Muito bem, muito bom, e não foi mais do que obrigação. Numa Copa das Confederações disputada em casa, a seleção tem de fazer bonito, pelo menos na fase de classificação. Por isso, os 2 a 0 ficaram dentro do previsto.

Mas o que valeu a pena, mesmo, em Fortaleza, foi o show de Neymar. Sim, senhores, o tal do cai-cai, o produto de marketing, o queridinho da mídia, aquele que amarela com a amarelinha (trocadilho inevitável) arrebentou com o jogo, foi o melhor em campo, fez um gol, criou oportunidades para outros e deu o passe para Jô fechar o marcador.

Uma partida digna de um grande jogador – e isso Neymar é, apesar dos que torcem o nariz para ele. Se bem que, agora que foi para o Barcelona, talvez diminuam as críticas, pois muitos não precisarão ficar envergonhados por admirá-lo. O ex-santista chamou a responsabilidade, deslocou-se, abriu espaço, recuou para ajudar o meio-campo. Fez tudo o que se espera de alguém que tem qualidade e sabe jogar para o time.

E Neymar foi o que de melhor se viu na tarde desta quarta-feira, à parte a empolgação da torcida cearense. No mais, o Brasil foi normal, ainda é normal, embora com mais entrosamento. Se não levou sustos fortes dos mexicanos, também não se mostrou primoroso. Jogou o suficiente para garantir a classificação.

Senti falta, de novo, de coordenação melhor no meio-campo. Oscar é bom, está em ascensão, porém oscila na hora de se mostrar o maestro do time. A defesa não bateu cabeça e Fred ficou isolado na frente. De novo, cedeu lugar para Jô, que entrou e marcou, assim como havia feito contra o Japão.

Felipão devagar consolida o time titular, mas dá a entender que mudanças podem ocorrer, com o tempo, no meio e na frente. Não é à toa que, pela segunda vez consecutiva, coloca Hernanes, Lucas e Jô em substituição a Oscar, Hulk e Fred.

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