Neymar repete Júlio César, o original: veio, viu, venceu

Antero Greco

17 de agosto de 2012 | 00h52

Neymar deu meia volta ao mundo em um jatinho, após o amistoso da seleção com a Suécia. Chegou a Santa Catarina na manhã da quinta-feira, descansou, jogou, marcou, provocou expulsão, deu assistência e foi decisivo na vitória do Santos por 3 a 1 sobre o Figueirense, pela antepenúltima rodada do Brasileiro. Em resumo, desequilibrou, para alívio de sua equipe.

Neymar andava com saudade da camisa branca (ou azul?) do Santos. Nas 16 partidas anteriores pela Série A, havia participado de apenas 3. Não por coincidência, a ausência dele ocorreu numa fase desastrosa para o time, que se afundou na tabela e tenta sair da zona do rebaixamento e ser promovido para aquela do lusco-fusco.

Mas despontou todo serelepe para pegar o Figueirense. Aparentemente, sem sentir diferença de fuso horário, desgaste excessivo ou o jet lag. Foi o melhor em campo, a referência santista em campo, o articulador das principais jogadas. Até perdeu gol feito, no primeiro tempo, ao receber passe de Ganso na marca do pênalti. Chance que não costuma desperdiçar.

Compensou com deslocamentos, dribles, passes, o belo gol de empate na etapa final, a falta forte que levou de Túlio que resultou em vermelho e o presente para o compadre Ganso fechar o placar. Mostrou o quanto é importante para a equipe que paga os tubos para mantê-lo no Brasil. Foi um Neymar solto, que se viu em raros momentos nos Jogos Olímpicos.

Pior para o Figueirense, que se animou com a vantagem, no gol de Fernandes, no início do segundo tempo, e depois sucumbiu às travessuras do camisa 11 do Santos. Com 11 pontos, não consegue espantar o fantasma do descenso. Ainda se escora na arrancada do ano passado, quando esteve perto de disputar a Libertadores. Só que, na temporada atual, não demonstra equilíbrio suficiente nem para sair do sufoco.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.