No Cruzeiro é assim: “Elementar, meu caro Wallyson”

Antero Greco

22 de fevereiro de 2011 | 21h20

Cuca deixou os torcedores do Cruzeiro com a pulga atrás da orelha, quando apostou em Wallyson e mandou Thiago Ribeiro para o banco. E não é que o treinador acertou em cheio?! Em dois jogos pela Libertadores, o novo atacante marcou quatro gols – dois contra o Estudiantes, nos 5 a 0 da estreia, e mais dois na noite desta terça-feira, nos 4 a 0 diante do Guarani, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. Farias e o próprio Thiago Ribeiro saíram da reserva, no segundo tempo, para fechar a conta. O time mineiro lidera o Grupo 7.

Wallyson foi decisivo por causa dos gols, mas teve também importante movimentação na frente dos zagueiros da equipe paraguaia. Desde o começo, ele percebeu que a marcação era forte e tratou de sair da área, para abrir espaços para Wellington Paulista, ou mesmo para Roger e Montillo, que às vezes apareciam para chutar. Mas começou a resolver aos 30 minutos do primeiro tempo, ao pegar rebote de cabeça de Filipini, em cobrança de escanteio.

O gol de Wallyson tornou menos complicada a vida do Cruzeiro, que não teve tanta facilidade para jogar como na partida com o Estudiantes. O Guarani se fechou o quanto pôde – e mesmo assim mandou uma bola na trave (Escobar, aos 9 minutos). Nem com a desvantagem os paraguaios foram à frente e se deram mal de novo aos 18 da etapa final, com o outro gol de Wallyson, o nome do jogo e substituído no fim por Dudu.

O Cruzeiro percebeu que o adversário não sairia da lengalenga e diminuiu o ritmo. Na verdade, nem dava pra correr muito, porque em boa parte da fase final caiu uma baita chuva. Cuca viu que dava para fazer experiências e arriscou, ao tirar Roger e Wellington Paulista. Sem forçar, vieram os outros dois gols. No final, o resultado ficou próximo daquele da estreia, se bem que o Cruzeiro teve de suar mais. Para fechar o turno, jogar na Colômbia contra o Tolima.

Por enquanto, o time de Cuca é o melhor brasileiro na Libertadores. Deve passar de fase sem susto. E, se não cair na bobagem de apelar para o “retranquismo”, é candidato ao título. Quem sabe, para compensar a frustração de 2009, quando perdeu a final para o Estudiantes.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.