No fim, Falcão e Cuca fazem a festa

Antero Greco

15 de maio de 2011 | 19h55

Na semana passada, escrevi que Falcão e Cuca estavam na berlinda, porque Inter e Cruzeiro haviam sido eliminados na Libertadores e perderam a primeira parte dos duelos das finais dos Estaduais contra adversários históricos. Pois treinadores e suas respectivas equipes deram a volta por cima e, no fim das contas, a festa foi deles. O Inter bateu o Grêmio por 3 a 2 no tempo normal e nos pênaltis, enquanto o Cruzeiro fez 2 a 0 no Atlético-MG e levou a taça.

O jogo em Porto Alegre foi emocionante, provavelmente o melhor das finais dos regionais. O Inter entrou em campo pressionado, por causa da derrapada no clássico anterior, e ainda viu sua situação piorar com o gol de Lúcio aos 15 minutos. Mas Falcão e sua turma não jogaram a toalha e viraram ainda no primeiro tempo, com Leandro Damião aos 31 e Andrezinho aos 43. D’Alessandro, de pênalti, aos 20 do segundo tempo, aumentou a diferença, diminuída por Zé Roberto aos 35.

Pelo regulamento, como ambos terminaram com saldo de gols semelhante – na semana passada o Inter havia perdido por 3 a 2, no Beira-Rio –, o tira-teima foi para os pênaltis. Os goleiros brilharam, mas Renan brilhou mais, ao defender 3 dos sete pênaltis chutados, contra 2 de Victor. Jogadores colorados comemoraram no campo do rival e Falcão pôde também saborear seu primeiro título como treinador na volta aos “bancos”. E sobretudo afastou dúvidas em torno de sua capacidade de organizar a equipe.

Cuca também não tem do que se queixar com o comportamento do Cruzeiro. Seu time foi diferente da semana passada, quando esteve apático na derrota para o Atlético. Então, ainda curtia a amargura pela eliminação na Libertadores e viu o título estadual ficar mais distante. Recuperou o terreno num jogo tenso e equilibrado, em que os gols saíram apenas na parte final, com Wallyson aos 30 e Gilberto aos 41 do segundo tempo.

Inter e Cruzeiro entram na disputa do Brasileiro, a partir do próximo final de semana, com a autoestime recuperada. E, com os títulos estaduais, mostraram que na Série A nacional também vão incomodar e entrarão para pôr a mão em mais uma taça.

Em tempo e só para constar: em posts anteriores, e na coluna no “Estadão”, eu havia apostado em Santos, Inter e Cruzeiro como campeões de seus respectivos Estados.

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