No Flamengo: sobe! No Cruzeiro: desce!

Antero Greco

10 de setembro de 2015 | 23h37

Não é todo mundo que gosta – nem se discutem preferências –, mas o Brasileiro é bacana demais. Vejam só os casos de Flamengo e Cruzeiro, adversários desta noite de quinta-feira, no Maracanã. Até um tempo atrás, os cariocas estavam na parte de baixo da classificação, enquanto os mineiros ainda queimavam a gordura pelo bicampeonato nacional de maneira brilhante.

Agora, curtem realidade distinta. Com os 2 a 0 na 24.ª rodada, o Flamengo chega ao G-4, o que não acontecia havia quatro anos.  Já o Cruzeiro volta a sentir a pressão de se aproximar da zona do perigo na competição. Com 28 pontos, sente a sombra de alguns concorrentes que lutam para fugir do descenso.

O jogo foi equilibrado no primeiro tempo. O Cruzeiro ficou perto de abrir vantagem, com cabeçada de Paulo André que o goleiro Paulo Victor defendeu de forma grandiosa. O Flamengo tratou de responder com arrancadas rápidas de Pará e Emerson pelo lado direito.  Kaíke, Alan Patrick, Luís Antonio movimentavam-se bem em busca de espaços no meio e na frente.

A coordenação intensa foi decisiva para desarrumar o jogo em favor dos rubro-negros. Pouco antes do intervalo, veio o lance que alterou o rumo dali em diante: jogada de Kaíke que Alan Patrick completou para o gol, com um desvio que tirou chance de defesa de Fábio. O Cruzeiro sentiu o golpe.

Tanto pesou a vantagem flamenguista que a equipe de Mano Menezes regressou para a segunda parte tensa. E o nocaute surgiu com o gol de placa de Luís Antonio, com uma bomba no ângulo esquerdo. Dali pra frente, o roteiro foi claro:  o Flamengo a controlar o ritmo e o Cruzeiro a temer o terceiro.

Flamengo na Libertadores? Cedo para cravar. Cruzeiro vai cair? Pouco provável.  Há 14 rodadas até o final, com duas constatações: rubro-negros aceleram pra cima, na arrancada decisiva e a Raposa desacelera, cai e acende sinal de alerta.

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