O Atlético-MG precisa de uma boa reza

Antero Greco

30 de setembro de 2012 | 01h13

Está na hora de o torcedor do Atlético-MG fazer uma oração com fé. O time chegou a um momento delicado e decisivo, na corrida pelo título, e não consegue recuperar a pegada anterior. A máquina tão eficiente aparentemente emperrou, como se viu de novo, na noite deste sábado, no empate por 1 a 1 com a Lusa, no Canindé. Agora, tem 53 pontos e quatro jogos sem vencer (duas derrotas, dois empates).

Outra vez não se viu o Galo vibrante da primeira parte do campeonato, mas uma equipe que dá mais sinais de intranquilidade e insegurança. Foi assim diante de um adversário que tem sido incômodo para os “peixes graúdos” do campeonato, apesar de não ser brilhante. A Lusa é aplicada, reagiu numa hora crucial, e se mantém em zona intermediária, com 33 pontos.

O Atlético que veio a São Paulo contou praticamente com o que tem de melhor. E ainda assim não se safou de uma marcação correta, apenas isso. Tanto que, no primeiro tempo, foram poucos os lances de gol para ambos os lados. Ok, a Lusa se vê como coadjuvante, mas o Galo não. O time mineiro até rodadas atrás nadava de braçada, agora teme ver o Fluminense desgarrar-se na ponta. Basta o tricolor ganhar do Fla, neste domingo, que irá para 59 pontos.

O Atlético suou para empatar, depois do gol de Leo Silva, no segundo tempo (e ainda teve um, de Bruno Mineiro, anulado na etapa inicial). Não adiantaram as reclamações de falta sobre Vitor (em minha opinião, lance normal). Teve forças para tirar a desvantagem, com o gol de Bernard e se segurou após a expulsão de Leonardo Silva.

A esperança do Atlético está nos 33 pontos ainda por disputar. Se enfrenta turbulência, pode consolar-se porque o Flu também vai dar umas derrapadas. Mas não se pode confiar em erros dos outros, sem antes anular os próprios.

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