O choro de Robston

Antero Greco

22 de novembro de 2015 | 17h33

Lembro de um jogo do Atlético Goianiense contra o Palmeiras. Parece que o time goiano tinha só um jogador: Robston, o número 7. Defendia, armava, criava e terminava o jogo como o melhor em campo. Era um meia incansável. Era melhor se estivesse do outro lado…

O tempo passou e o meia que jogava muita bola sumiu do mapa. Até que, atuando pelo Vila Nova, caiu no exame antidoping contra o Sampaio Correia. O exame deu positivo para cocaína.

Numa entrevista coletiva, Robston admitiu o uso da droga, garantiu que daria a volta por cima e pediu que ninguém perguntasse nada. “Estou com vontade de chorar, mas não vou chorar aqui.”

Passou o tempo… a punição… e Robston voltou aos campos.

Tem 33 anos.

Sábado estava no Serra Dourada, na vitória do Vila Nova sobre o Londrina, por 4 a 1. O time goiano foi campeão da série C.

E então pôde finalmente chorar diante das câmeras de TV.

Robston tinha acabado de dar a volta por cima.

(Com Roberto Salim.)

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