O Corinthians voa. O Cruzeiro despenca

Antero Greco

23 de agosto de 2015 | 18h30

Houve dois quadros claros no clássico disputado na tarde deste domingo em Itaquera: de um lado, um time que voa e está em constante ascensão (Corinthians). De outro, uma equipe desmontada, que desce a ladeira e se aproxima até da zona do rebaixamento (Cruzeiro). O resultado não poderia ser diferente do que vitória – por 3 a 0 – de quem tem jogado futebol.

O Corinthians teve pouca dificuldade para vencer e não mostrou dó com o Cruzeiro. Foi superior do começo ao fim – e não venham com papo de conspiração, arbitragem favorável e bobagens do gênero. O que se viu foi uma equipe consciente da própria força e com objetivo claro, contra um rival desnorteado, capenga, que em raros momentos fez lembrar o bicampeão nacional.

A vitória foi construída no primeiro tempo, com os gols de Vagner Love e Jadson, sempre com controle alvinegro. O Cruzeiro ameaçou, num ou noutro arremate de Leandro Damião – e só. Mais nada, mais ninguém para armar, coordenar o jogo, pensar como sair do sufoco. O Cruzeiro foi impotente ao cubo.

O Corinthians, ao contrário, liquidou o desafio com atuação impecável do quarteto Elias, Jadson, Renato Augusto, Malcom, fora Vagner Love, que ainda fechou a conta com outro gol, na segunda etapa. Com serenidade, chegou a 43 pontos, 21 a mais do que o Cruzeiro, a grande decepção do Brasileiro.

Decepção que, no entanto, não surpreende. A Raposa mineira paga o preço pelo fato de a diretoria ter desmontado o elenco criativo e vencedor, sem reposição à altura. E, de quebra, paga com juros a dispensa de um treinador bicampeão (Marcelo Oliveira) e pela aposta em um nome com história e currículo, mas que há tempos não apresenta trabalho convincente (Vanderlei Luxemburgo). O Cruzeiro procurou essa fase ruim.

 

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