O Cruzeiro e a competência premiada

Antero Greco

19 de setembro de 2013 | 02h36

Um papo que sempre ouvi no Bom Retiro, bairro em que nasci e no qual me criei, que “quem tem competência se estabelece”. Pois o Cruzeiro tem, e muita. Não é por acaso, nem por acidente, que lidera o Brasileiro, cada vez com mais folga. Agora, com 7 pontos de vantagem sobre o vice-líder Botafogo (49 a 42), depois dos 3 a 0 desta quarta-feira em Belo Horizonte.

Vitória sem contestação, sem nuances, sem mutretas. Não procede nem a reclamação de Osvaldo de Oliveira de que não houve pênalti em Everton Ribeiro, que resultou no segundo gol. O placar final mostrou a capacidade cruzeirense de superar desafios, como havia feito na rodada anterior, ao passar pelo Atlético-PR, no sábado, por 1 a 0. E o Furacão era outro candidato ao título, outra sombra afastada do caminho.

A consistência continua a ser característica marcante do Cruzeiro. O time tem harmonia, cria jogadas de ataque com regularidade, ao longo dos jogos. E, o mais importante, tem vários goleadores, não se concentra em torno de um jogador apenas. A confirmação da tese veio com os dois gols de Julio Baptista, que entrou no segundo tempo e garantiu o marcador.

O Cruzeiro dá passos firmes para mais um título nacional. Mas têm razão os técnicos Marcelo Oliveira e Osvaldo Oliveira, ao advertirem que falta muito. Mais do que lugar-comum, é constatação. São 48 pontos pela frente e turbulências, escorregadas, vaciladas devem entrar na conta de todos. A toada do Cruzeiro é que torna mais complicada a vida dos adversários.

O Botafogo não acabou, como se pode imaginar. Já deu provas de superação em diversas oportunidades no ano. Isso vale, não se deve desprezar. Como não se deve subestimar a capacidade de Seedorf. O holandês perdeu pênalti, quando estava só 1 a 0, e não teve desempenho brilhante. Mas é, de longo, o melhor do time, o regente da orquestra.

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