O espaço de Michel no São Paulo

Antero Greco

07 de fevereiro de 2015 | 22h27

A temporada de 2015 dá os primeiros dribles, muita bola vai rolar ainda, mas um jogador me chama a atenção no São Paulo: trata-se de Michel Bastos. O rapaz voltou ao Brasil para atuar mais como lateral, no ano passado, e agora foi deslocado para o meio, para fechar a lacuna deixada por Kaká e ajudar Ganso na armação. Muricy Ramalho queria ver no que ia dar a experiência, se bem que Michel já flertava com a posição há algum tempo, ainda na Europa.

E tem dado certo. Michel tem sido um dos destaques do time, nas três vitórias iniciais no Paulistão, com futebol vistoso: corre, desloca-se, ajuda na marcação e na armação, dá passes, lançamentos, chutes a gol. Enfim, até mais do que vinha fazendo Kaká. Uma boa descoberta.

Não foi diferente no jogo da noite deste sábado diante do XV de Piracicaba. Michel Bastos revezou com Ganso nos melhores lances e com o novo parceiro ditou o ritmo da equipe, nos 2 a 0, com gols de Luis Fabiano (no primeiro tempo) e Rogério Ceni (de pênalti, no segundo). Ambos se mostraram o centro de criatividade tricolor.

Não foi um show que o público acompanhou, mas o suficiente para aumentar a confiança para a estreia na Libertadores, depois do Carnaval. O São Paulo carece de ajustes no sistema defensivo, aí incluído o trabalho dos volantes – Denilson esteve nervoso e foi substituído por Hudson, enquanto Maicon jogou o dele, sem complicar e sem motivos para a torcida pegar no pé.

O Estadual tem servido de bom laboratório para técnico e jogadores. E, de quebra, o São Paulo lidera o grupo dele com 100% de aproveitamento. Não há o que reclamar, no momento.

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