O imprevisível Santos bate o Inter e avança

Antero Greco

10 de setembro de 2013 | 21h46

O Santos é o time mais imprevisível do Brasileiro. Quando a gente pensa que vai despencar, reage. Quando se imagina que embalou, emperra. Mas, nesse vaivém o time de Claudinei mais vai do que vem e é capaz de surpreender no momento em que menos se espera. Foi assim mais uma vez, agora com 2 a 1 no Internacional, em Novo Hamburgo, na noite desta terça-feira, em jogo atrasado da 10ª rodada.

O interessante, nessa gangorra, é que o Santos foi a 28 pontos, dois atrás de Corinthians e Inter, respectivamente quinto e sexto colocados. Como ainda tem uma partida a disputar, para encerrar participação no primeiro turno, pode virar de fase bem perto do bloco principal. O jogo chave será contra o Náutico, mas só no dia 25.

O Inter pressionou, como era obrigação, empurrou o Santos para o campo dele. Mas cometeu o mesmo pecado de outras ocasiões, ao errar passes finais ou em conclusões sem perigo. Com o tempo, afrouxou a marcação, deu espaço para contra-ataques e entrou bem: aos 27 minutos, Thiago Ribeiro aproveitou bola desviada de escanteio e abriu o marcador.

Dunga mexeu na equipe, ao colocar Alex, Caio e Rafael Moura e não adiantou muito. O Santos manteve a toada que se havia proposto, ficou à espera de novo cochilo e aumentou, com Renato Abreu, em cobrança de falta aos 23 minutos da etapa final, um depois de ter entrado em campo. O esboço de reação colorada surgiu com o gol de pênalti do D’Alessandro, aos 30.

A avalanche do Inter ficou só na boa intenção. À medida que o tempo voava, o nervosismo aumentava e resultou na expulsão de Fabrício nos minutos finais. O Santos não se expôs, ainda mandou uma bola na trave, e mostrou que continua disposto a incomodar e a correr por fora – senão na disputa pelo título (o que parece muito distante), mas por uma vaga na Libertadores. Essa dá pra sonhar.

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