O mesmo Tricolor, e Corinthians melhorzinho

Antero Greco

19 de janeiro de 2014 | 20h44

Pessoal, o negócio é dar desconto e tanto para os times em início de temporada. Ainda mais os grandes, que voltaram das férias no outro dia e já estão atrás de três pontos em competições malucas. Por prudência e justíça, nem muito entusiasmo com vitórias tampouco descabelar-se por derrotas. E nisso se encaixam São Paulo e Corinthians.

O São Paulo deixou impressão ruim, na derrota por 2 a 0 para o Bragantino, na terra da melhor linguiça do Brasil. A equipe, com formação muito semelhante à de 2013, mostrou erros e limitações que se esperavam superados. Não foram, ainda, mas a torcida é para que Muricy Ramalho promova uma guinada tão logo seja possível.

A defesa falhou, o meio-campo fraquejou e o ataque (entenda-se Luis Fabiano?) sumiu. Melhora, e nem tão grande assim, só depois de levar o segundo gol. Parece que a rapaziada levou uma chacoalhada e resolveu acelerar. A ponto de obrigar o goleiro Rafael Defendi a boas defesas. Um São Paulo aqbaixo do tom. Sei que bate o medo, nos fãs tricolores, de que se repitam os vexames da temporada anterior. Medo justificado.

O Corinthians, em contrapartida, vislumbrou panorama um tanto diferente. Também se apresentou com a maioria dos jogadores que colecionaram empates em 2013, com uma ligeira modificação: teve maior disposição para o ataque, no jogo com a Portuguesa. Tanto que construiu a vitória por 2 a 1, no Canindé, ainda no primeiro tempo.

Houve oscilação, sobretudo na segunda etapa. Porém, vale destacar as descidas de Gil para o ataque, em cobranças de falta e escanteio. (O zagueiro participou de três bons lances e teve um gol corretamente anulado nos minutos iniciais.) Bem, ainda, Romarinho, autor do primeiro gol e com agilidade nos deslocamentos. Guilherme, que fez o segundo, deu conta recado no meio-campo.

Mano Menezes não alterou a estrutura da equipe e aproveitou para observar alguns nomes consagrados e em torno dos quais há interrogações. Colocou Emerson, Douglas e Pato para jogar uma parte do segundo tempo. Nenhum do trio se destacou. Danilo, que iniciou como titular, também teve participação discreta. E não há muito alternativa…

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