O Palmeiras vai vingar?

Antero Greco

18 de janeiro de 2015 | 19h49

Estive sábado no novo Palestra para ver a primeira apresentação da versão 2015 do Palmeiras. Havia muita expectativa em torno da equipe agora sob comando de Osvaldo de Oliveira, depois da dezena e meia de contratações feitas até agora. O torcedor mostrou curiosidade – e mais de 27 mil acompanharam a vitória de 3 a 1 no amistoso contra o Shandong Luneng, time chinês ruinzinho.

Muita gente me pergunta o que achei do time, quais dos recém-chegados (ou recém-tornados) chamaram mais atenção, que se pode esperar? Com ansiedade clara, com o desejo evidente de ouvir resposta positiva, entusiasmadora. Dá pra entender: o palmeirense não aguenta mais sofrer e reza para que, finalmente, tenha motivos para alegrar-se.

Pois o aperitivo foi bom, porém enganoso. O jogo pra valer durou só a etapa inicial, quando o Palmeiras entrou em campo com a formação supostamente ideal para estes dias iniciais de temporada. A segunda fase virou um festival de Casados x Solteiros, com interminável série de substituições. Só Osvaldo mandou 12 jogadores a campo, mudou todo mundo e ainda teve de fazer troca da troca, com a contusão do argentino Mouche (ruptura de ligamentos).

No que valeu como observação, ou seja, o primeiro tempo, gostei de alguns jogadores. O lateral Lucas, que veio do Botafogo, se mostrou à vontade, desceu bem ao ataque e ainda marcou o segundo gol. Zé Roberto, pela esquerda, provou que pode ser ótima alternativa, talvez nem sempre em jogos inteiros. Apesar da dedicação, 40 anos pesam. Leandro Pereira (ex-Leandro Banana) se movimentou bastante, no ataque, e fez o gol de empate (o Palmeiras estava em desvantagem.). Amaral e Gabriel não tiveram quase trabalho, pois o meio-campo chinês não funcionou.

Quem se destacou, pra valer, foi Allione, remanescente do bloco de 2014. O argentino esteve muito bem, ao se deslocar, driblar, marcar e criar. Pode ter cavado no mínimo lugar no elenco. Assim como o zagueiro Tóbio. Maikon Leite, de regresso, tem velocidade de sobra, mas pontaria de menos Muitos dos que entraram no segundo tempo jogaram com a pressão de quem pode ser cortado. Cristaldo, outro argentino, pode ter conquistado sobrevida ao marcar o terceiro gol – e o mais bonito do jogo.

Bom esperar o início do Campeonato Paulista e a disputa de umas seis partidas para ter uma noção melhor do Palmeiras 2015. Certamente pior do que a do ano passado não será.

 

 

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