O palmeirense deve dizer não à violência

Antero Greco

17 de setembro de 2012 | 01h58

O torcedor do Palmeiras está decepcionado com a situação do clube. Com toda razão. Não é fácil ver uma agremiação com história tão rica conviver mais uma vez com a perspectiva do rebaixamento. O risco é enorme e a ameaça de queda aumenta, à medida que as rodadas avançam e os resultados não aparecem.

O momento é delicado e um conjunto de fatores leva a essa crise. Os responsáveis são muitos – dirigentes aí incluídos. Muitas vezes critiquei a postura engessada de quem comanda o Palmeiras, e não é de hoje. Não eximo a cartolagem de responsabilidade, e não é por falta de alerta. Muita gente boa bate na tecla da modernização faz tempo.  Falta grandeza de espírito, generosidade de pessoas que deveriam abrir espaço para quem quer reerguer o clube.

A política interna está errada, existe estagnação e a consequência aí está: essa realidade esquizofrênica de uma equipe que vai disputar a Libertadores, pode ganhar até o Mundial de Clubes em 2013, e ao mesmo tempo jogar a Série B nacional. É maluco e doído, eu sei.

Mas tristeza alguma justifica violência. Quem tenta agredir jogador, quem quebra patrimônio, quem faz ameaças para dirigente não é torcedor, é criminoso, é covarde. A linguagem do terror não pode conduzir a nossa vida. Somos gente, não somos animais. A inteligência é a maior arma com a qual a natureza nos presenteou. E é ela que devemos usar sempre.

O torcedor pode protestar, deve pedir reformas e cobrar ação de dirigentes. Mas nunca, nunca, nunca agredir! E tem mais: palmeirense de verdade agora é que não abandona mesmo o time. Vai junto, ou para a redenção quase impossível ou para a Série B. E, se isso acontecer, vai voltar junto, e forte, ao final de 2013. Dessa vez, as lições da história não serão esquecidas.

O mesmo vale para torcidas de Atlético-GO, Figueirense, Sport e de quaisquer outros clubes ameaçados. Demonstrar paixão gritando o nome do time, indo ao estádio. Nunca com violência.

 

 

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