O que esperar do Palmeiras daqui pra frente?

Antero Greco

19 de setembro de 2011 | 01h15

O Palmeiras empatou pela 11.ª vez – 1 a 1 com o Avaí, em Florianópolis. Não tem equipe que goste mais de coluna do meio do que a de Luiz Felipe Scolari. Só o Flamengo, com 10, se aproxima dela – e, não por acaso, também tem descido a ladeira na briga pelo título. Desde a vitória sobre o Corinthians, três semanas atrás, o Palestra não ganhou mais: foram 2 derrotas, 3 empates. Está a ponto de jogar a toalha.

A apresentação na Ressacada mais uma vez expôs limitações do elenco e a irritação crescente de Felipão, que ainda tem crédito com o torcedor, mas menos do que algum tempo atrás. O treinador recentemente passou a fazer parte da lista de vaiados e, a cada rodada que passa, a cada novo tropeço, encontra menos explicações convincentes.

Não há muito o que explicar. O Palmeiras de Tinga, Márcio Araújo, Luan, Gerlei, Maurício Ramos e outros coadjuvantes continua a viver dos lançamentos/cruzamentos/cobranças de falta e escanteio de Marcos Assunção.  Pouco, pouquíssimo, opção pobre, de quem de fato não almeja muito mais do que uma colocação intermediária. Ou seja: mais um ano escorre para o ralo sem que a torcida tenha motivos para festejar.

Só com muito boa vontade é possível considerar resultado satisfatório o empate em Santa Catarina. Ah, o Palmeiras teve dois expulsos – Rivaldo com 23 minutos do primeiro tempo e Gerlei (que entrou no lugar de Fernandão) logo no início da etapa final. Então, foi resistência heroica? Nem tanto, porque o Avaí também teve seu cartão vermelho (Rafael Coelho).

Com 11 em campo, mesmo que por pouco tempo, o Palmeiras mostrava o jogo arrastado e monótono de sempre. Pra variar, não empolgou; para não perder o costume, valorizava a marcação; para manter a tradição, comportou-se de acordo com sua qualidade atual.  E assim caminha para a vala-comum um clube de história rica e quase centenária.

 

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