O recado que veio do San Lorenzo

Antero Greco

17 de abril de 2015 | 03h13

O Corinthians precisou de cinco rodadas para fazer um jogo mais complicado na Libertadores. E a parada dura veio diante do San Lorenzo, no empate por 0 a 0, na noite desta quinta-feira, em Itaquera. O campeão da Libertadores do ano passado deu trabalho aos rapazes de Tite, tirou-lhes os dois primeiros pontos e deixou um recado para o que vem em seguida na competição, quando ela virar confronto direto.

A pista foi simples e prática: um adversário que bloquear o mei-campo alvinegro tem possibilidade, ao menos, de arrancar-lhe empate. Pois foi o que fez o time argentino. Congestionou o setor, segurou descidas sobretudo de Elias, autor do gol na partida de ida em Buenos Aires, além de dificultar movimentação de Jadson e Renato Augusto. Com isso, Emerson e Vagner Love foram menos acionados e mais facilmente anulados.

Mesmo assim, o Corinthians chutou mais a gol do que o San Lorenzo, que na teoria precisava vencer para manter chances de seguir adiante. (O empate não foi desastroso, pois leva a definição da segunda vaga para a última rodada.) O goleiro Torrico foi um dos destaques, com boas defesas. Cássio apareceu em um momento delicado, além de bolas chutadas para fora.

Outro reflexo do bloqueio no meio-campo foi a permanência de Fagner e Uendel mais na defesa. Os laterais corintianos dessa vez desceram menos ao ataque, ficaram fixos. Ou seja, a marcação forte quem exerceu foi o San Lorenzo e roubou iniciativa que em geral é corintiana.

Ficou evidente, ainda, que já na segunda metade da fase final o Corinthians decidiu não arriscar-se, não forçar. Já que estava difícil entrar na área argentina – não funcionou em a troca de Love por Danilo –, a alternativa foi ficar com o ponto garantidor da vaga e guardar forças para os clássicos de domingo (Palmeiras pelo Paulistão) e de quarta (São Paulo pela Libertadores). Nesta etapa o objetivo já foi alcançado.