O renascimento do Santos

Antero Greco

19 de abril de 2015 | 21h10

O Santos começou o ano sem grande perspectiva. Problemas financeiros fizeram com que vários jogadores fossem embora e houve risco de perder alguns jovens. A tarefa para a reconstrução coube a Enderson Moreira, que mesclou veteranos com jovens, conseguiu bons resultados e caiu fora no meio do caminho. O substituto Marcelo Fernandes tocou o barco e agora vem o prêmio: outra final de Campeonato Paulista, desta vez com o Palmeiras.

A classificação pintou como prêmio a um grupo que se recompôs com rapidez. Graças ao equilíbrio da experiência de gente como Robinho, Ricardo Oliveira, Renato e até Elano, com a explosão de Gabriel, Geuvânio, Lucas Lima e outras promessas. O Santos correu por fora durante bom tempo. Quando os adversários acordaram, estava pronto para dar o bote.

E ele veio no começo da noite deste domingo, com os 2 a 1 sobre o São Paulo. Durante todo o jogo, o Santos foi melhor, mais ativo, ousado e preocupado com a vitória. Os são-paulinos, ao contrário, voltaram a emperrar como na fase que antecedeu à queda de Muricy Ramalho. Criam pouco, muito aquém do que se poderia esperar de uma equipe que vinha embalada por três vitórias.

A consequência disso foi a vantagem santista ainda no primeiro tempo, com um golaço de Geuvânio, que arrancou da intermediária santista até o arremate. A desvantagem não balançou o São Paulo, que manteve o ritmo cadenciado, como se o placar lhe conviesse. Tomou o segundo (Ricardo Oliveira) e só descontou (com Luis Fabiano) quase em cima da hora.

Vá lá que foi jogo único, mas essa semifinal mostrou, de um lado, um grupo valente, em busca de afirmação (o Santos). De outro, uma rapaziada ainda desnorteada, que falha em momentos importantes (o São Paulo).

Ao menos, que Milton Cruz consiga fazer com que a compensação venha no meio da semana no jogo decisivo com o Corinthians. É a hora de ressurgir, como fez o Santos.