O São Paulo não acorda

Antero Greco

17 de maio de 2015 | 21h06

O estádio estava sem público, e arquibancadas vazias frustram. Mais decepcionante, porém, foi o futebol do São Paulo na merecida derrota por 1 a 0 para a Ponte Preta, na noite deste domingo, na segunda rodada do Brasileiro. O time campineiro foi melhor, de ponta a ponta, e deveria ter sido premiado com placar até mais vantajoso, de tanto que buscou o gol.

A eliminação na Libertadores não foi bem digerida pelos são-paulinos. Pensando bem, essa observação serve para dar uma aliviada na apresentação ruim. Em português claro, o time de Milton Cruz continua a oscilar, quase no mesmo patamar que provocou a queda de Muricy Ramalho.

Não é possível que passe a partida inteira na mesma toada, como se estivesse vencendo por goleada. Sim, foi o que se viu. Vários jogadores não alteraram o comportamento, e a equipe esteve em desvantagem na maior parte, pois o gol solitário, de Renato Cajá, saiu aos 13 minutos.

O São Paulo bancou o sparring para a Ponte, que entrou como quis na área, além de arriscar chutes de média distância. Teve diversas oportunidades de gol, foi rápida para recompor-se na marcação, raramente se sentiu ameaçada. A Macaca jogou como grande, diante de um rival abobalhado.

O meio-campo, setor em que teoricamente há os melhores nomes do tricolor, sumiu. Wesley lembrou aquele dos últimos meses de Palmeiras – ou seja, pouco produtivo –, Hudson e Rodrigo Caio correram para cá e para lá, suaram a camisa, mas criaram pouco. Centurión se virou como pôde, sem ter com quem jogar. Ganso… Ganso continua a ser uma incógnita: técnica extraordinária, mas inconstante. Pato ficou isolado na frente.

Ou o São Paulo acorda logo, leva um chacoalhão, ou passará mais um ano em branco.