O São Paulo renasce e o Bota empaca

Antero Greco

31 de agosto de 2012 | 01h42

O São Paulo continua a ser um time sem meios-termos no Campeonato Brasileiro. Ao lado do Grêmio, é o que menos empatou: uma vez apenas em 20 rodadas. Isso explica por que não chegou ainda ao topo, mas também mostra por qual motivo está perto do bloco principal. Na noite desta quinta-feira, aumentou o número de vitórias, com os 4 a 0 no Botafogo. São 11 triunfos contra 8 derrotas. Os 34 pontos o deixam a apenas um do Vasco, quarto colocado.

E foi um atropelo sem sustos diante do Botafogo, que está com 28 pontos e parece ter emperrado. A equipe de Osvaldo de Oliveira (já começa a ser contestado pela torcida) sofreu com desfalques, foi presa fácil, ofereceu resistência mínima e ainda pode perder Seedorf, que saiu no meio do segundo tempo com dores musculares.

A vitória no clássico começou a ser construída com belo gol de Luis Fabiano, com 5 minutos, e que contou com ótima assistência de Jadson, em seu melhor momento no São Paulo. Essa vantagem acalmou o tricolor e colocou o Botafogo em alerta. Mas quem mandou foram os donos da casa, que pressionaram, criaram, encurralaram o alvinegro. Lucas e Luis Fabiano várias vezes rondaram a área de Jefferson, enquanto Rogério ficou num tédio só.

No segundo tempo, Ney Franco fez uma mexida que derrubou o Botafogo de vez. Aos nove minutos, tirou Paulo Assunção e colocou Osvaldo. Quatro minutos depois, Osvaldo aumentou a diferença, ao pegar rebote de Jefferson em chute de Luis Fabiano (com passe de Jadson).

O Bota, grogue, foi a nocaute aos 15 minutos, com o gol de Lucas, em jogada individual. Daí em diante o São Paulo gastou tempo, ouviu a torcida gritar olé e ainda teve como fazer outro gol, aos 43, com Cícero que dez minutos antes havia entrado no lugar de Luis Fabiano.

O placar mostra que o São Paulo pode sonhar, no momento, com vaga na Libertadores – objetivo bem razoável. O título está mais distante, pela diferença de dez pontos para o Atlético-MG, e pelo ritmo de Flu e sobretudo de Grêmio. Mas, se mantiver a toada…

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