Obina torna o Palmeiras mais alegre… e agressivo

Antero Greco

22 de julho de 2012 | 18h52

Obina saiu do Palmeiras, quase três anos atrás, porque se esbofeteou com Maurício num jogo com o Grêmio. Na época, foi dispensado no vestiário mesmo do Olímpico. Na volta do filho pródigo para o público dele, tornou o time mais agressivo, no melhor sentido que possa existir no futebol: com gol, assistências e participação intensa. Foi um dos melhores em campo, na vitória por 3 a 0 sobre o Náutico, na tarde deste domingo, em Barueri.

O Palmeiras de hoje foi menos destroçado do que o do clássico com o São Paulo e o duelo com o Coritiba no meio de semana. Vários titulares voltaram, para diminuir a dor de cabeça de Felipão, e o resultado foi o óbvio: a reação, sobre um rival que tem mais pontos (13 contra 10), mas que já dá sinais de enfraquecimento. O Náutico precisa abrir os olhos logo!

A superioridade palmeirense demorou 18 minutos para se transformar em gol – e de Obina. O centroavante recebeu passe de João Vítor e bateu sem chances para Felipe. Ele se encarregou de servir como garçom 11 minutos mais tarde, ao fazer o levantamento que resultou no gol de Mazinho.  O Palmeiras liquidou o jogo com meio-tempo apenas.

A pá de cal veio aos 5 minutos da etapa final. Márcio Araújo ganhou dividida no meio, arrancou para o ataque e serviu Obina, que mandou a bola na trave esquerda. No rebote, o próprio Araújo tocou para o gol aberto. Com aquela vantagem, os dois times desaceleraram, porque era evidente que não havia mais o que fazer. Aos 19, Obina deu lugar para Betinho.

O Palmeiras se recompõe, depois da euforia pela conquista da Copa do Brasil e pelas baixas provocadas por contusões e suspensões. Está longe de ser time para brigar pelo título – sem contar que são 18 pontos de diferença para o líder Atlético-MG. De qualquer forma, dá sinais de que o fantasma do rebaixamento, já evocado por alguns, não deve amedrontar. O mesmo não se pode falar do Náutico…

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