O jogo só acaba quando termina. Certo, Real Madrid?

Antero Greco

14 de setembro de 2016 | 18h48

Enquanto o juiz não dá a última assoprada no apito, não se pode jogar a toalha, de um lado, nem baixar a guarda, de outro. Sobretudo, quando se trata de Real Madrid e o placar é apertado em favor do adversário.

Que o diga o Sporting. Os alviverdes de Portugal estiveram perto, perto demais até, de proeza admirável, na estreia na fase de grupo da Champions. Até os 44 do segundo tempo, ganhavam por 1 a 0 dos poderosos campeões europeus e mundiais, no Santiago Bernabéu lotado. Um a zero, gol de Bruno César aos 2 da etapa final. Isso mesmo, Bruno César, aquele que passou por Corinthians e Palmeiras, dentre outros.

Resultado pra lá de maravilhoso e que era segurado a todo custo. Pra usar a imagem da moda, Jorge Jesus estacionou dois ônibus e uma van na frente do gol do Sporting. E nada de o Real Madrid furar o esquema. Não adiantavam nada as investidas do trio BBC – Bale, Benzema, Cristiano Ronaldo. Cada tentativa morria nos pés de algum jogador do time português.

Um desespero só. Zinedine Zidane mexeu – e nada como ter banco de qualidade. Na metade da etapa final, mandou Vázquez e Morata em campo, no lugar dos Bs. E, claro, não mexeu com Cristiano. Resultado: a virada, de maneira espetacular. O CR7 empatou a um minuto de esgotar o tempo normal, numa cobrança de falta magistral. Depois, dá-lhe carga nos acréscimos. Até que Morata deixou a marca dele.

Alívio, festa, alegria nas arquibancadas, caras cansadas dos atletas do Sporting. O Real mostrou que tem falhas, apresenta brechas. Mas tem um elenco de fibra, refinado e com sangue-frio. Apresentou credenciais e avisou que está de novo na briga pelo título europeu. Ou seja, choveu no molhado.