Sacrifícios da mãe de Joanna

Antero Greco

19 de dezembro de 2015 | 13h33

Doutora Terezinha é uma médica guerreira de Recife. Geriatra, cuida de suas “crianças de idade”com carinho. Um dos orgulhos era um paciente com 100 anos, de uma cidade vizinha à capital pernambucana. “E o velhinho dirige”, recorda.

A competência profissional sempre se juntou à dedicação no acompanhamento da filha nadadora. Seja pelo Brasil inteiro ou mundo afora. Houve época em que, para acompanhar a garota aos treinos,  dormia poucas horas e dava cochiladas no Fusquinha. E ainda tinha forças, em seguida, para cuidar dos pacientes.

Agora mamãe Terezinha se prepara para acompanhar a filha na quarta Olimpíada.

A mulher com “M” maiúsculo Joanna Maranhão conseguiu o índice para nadar no Rio. Ela obteve a marca de 4m40s78, nos 400 medley, no Campeonato Brasileiro de Masters, que está sendo realizado em Palhoça, Santa Catarina.

Mais que nadadora, Joanna Maranhão se tornou um símbolo de luta contra o abuso sexual de crianças, um ícone de resistência à imbecilidade e passividade que reina no mundo do esporte. É também defensora de causas sociais.

Joanna não compactua com desmandos, nem recebe benesses da Confederação Brasileira de natação. Doutora Terezinha criou bem a menina nadadora, que defende o Pinheiros e tem 28 anos.

Ela e filha são exemplos de como o mundo pode ser melhor com gente que não se esconde na hora de competir pela vida.

(Com Roberto Salim.)

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