O gol que Nilson perdeu na Vila vai pesar…

Antero Greco

26 de novembro de 2015 | 00h26

O cronômetro estava praticamente estourado, ao cravar 50 minutos do segundo tempo, e o Santos deu a última arrancada para o ataque. Ricardo Oliveira entrou na área, Fernando Prass saiu no desespero, Nilson vinha na corrida, sozinho, o gol aberto, escancarado. Era só empurrar a bola e cravar 2 a 0.

Mas… Nilson chutou para fora! Sim, sim, sim, para fora. A oportunidade de abrir vantagem grande foi para a linha de fundo. Logo na sequência, o árbitro soprou o apito pela última vez. Nilson, sem saber, acendeu a esperança do Palmeiras para o clássico de volta, dentro de uma semana, no Allianz Parque.

Um castigo para os santistas, que trataram desde o início de confirmar favoritismo. Alívio para os palmeirenses, que não esconderam a intenção de segurar empate ou, na pior das hipóteses, perder de pouco. Se essa era a intenção, então Marcelo Oliveira e sua tropa voltaram para casa satisfeitos.

O panorama que se previa, nas dias anteriores ao jogo, se confirmou. O Santos tomou a iniciativa, tratou de impor-se e conseguiu, com isso, amedrontar o Palmeiras. E, com poucos minutos, surgiu a primeira chance, com pênalti de Arouca que Gabriel . O próprio Gabigol cobrou e mandou na trave. O primeiro baque alvinegro, que um pouco antes tinha levado susto com cabeçada de Jackson que foi por cima.

O Santos manteve ritmo forte, sem deixar o Palmeiras pensar. Apertou, pressionou, criou, e esbarrou em outra atuação impecável de Prass. Para complicar a vida alviverde, o jovem Gabriel  Jesus saiu de campo com contusão no ombro. E diminuiu alternativa de criatividade na frente.

Tanto o Santos fez que o gol veio na etapa final, com Gabriel, em bela jogada individual. O Palmeiras não fez nada, não criou um lance de perigo. Ou melhor, teve um, isolado, em que ocorreu erro importante de arbitragem: Barrios entrou na área e foi derrubado por trás. Pênalti que Luis Flávio de Oliveira ignorou. E mais nada.

O Palmeiras ainda perdeu  Lucas no finalzinho, por cartão vermelho. E esteve perto de levar o golpe de misericórdia, com a bola limpa, clara, que Nilson conseguiu chutar errado..

Aquele lance pode fazer falta danada para o Santos. Sei não,  tem torcedor supersticioso que diz que aquela vacilada de Nilson é sorte de campeão… campeão verde. Vai saber?

(Com Roberto Salim.)

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.