Palestras fazem pelada

Antero Greco

21 Novembro 2015 | 23h47

Palmeiras 1 x Cruzeiro 1, ou o encontro dos antigos Palestra Itália, foi um horror. O clássico que ambos fizeram, na noite deste sábado, no Allianz Parque, maltratou torcedores de ambos os lados. E o placar emperrou a vida de todo mundo. Os palmeirenses faz tempo estão fora da briga pelo G-4; os cruzeirenses, agora, vêm baixar quase a zero a possibilidade de sucesso.

O Palmeiras optou por time reserva, com exceção de Prass, Arouca e, vá lá, Egídio. A alegação de Marcelo Oliveira era a de que os titulares precisam descansar para o primeiro duelo com o Santos pela final da Copa do Brasil. Já Mano Menezes escalou o que tem de melhor.

A diferença de qualidade entre as duas equipes ficou clara, desde o início, e na prática virou vantagem do Cruzeiro, com o gol Marcos Vinicius aos 20 minutos. Para variar, em falha do sistema defensivo palmeirense. Sejam reservas, sejam titulares, incrível como o time toma gols.

O Palmeiras era um catadão só, sem esquema, sem entrosamento, sem criatividade. Nem vale a desculpe de que eram os reservas em ação. Pois, se são reservas deveriam, no mínimo, ter o conjunto que vem dos treinamentos que fazem contra os titulares. A coisa só melhorou para o lado verde, no segundo tempo, com o gol de Barrios, que entrou no lugar de Cristaldo.

Fora isso, quem não viu o jogo não perdeu nada. Ao contrário, livrou-se de ver uma pelada daquelas de doer. O Cruzeiro, agora, faz figuração e o Palmeiras… bem, se o Palmeiras mostrar esse futebolzinho contra o Santos vai levar duas lambadas.