Palmeiras acorda no segundo tempo e abre vantagem na Copa

Antero Greco

31 Agosto 2016 | 21h38

O Palmeiras começou a caminhada em busca do quarto título da Copa do Brasil como se deve: com vitória folgada em casa e sem chance para a zebra passear. O atual campeão do torneio encarou o Botafogo da Paraíba com postura diferente daquela de outros tempos, em que se estrepou diante de rivais como Santo André, ASA de Arapiraca, Vitória, Ipatinga, Ceará. Lascou já 3 a 0 e encaminhou bem a vaga para as quartas de final, no confronto marcado para daqui algumas semanas.

Mas pensa que foi fácil? O placar engana. No primeiro tempo, a turma de verde (ops, de azul, com uniforme igual ao do Fernando Prass) dançou miudinho. Cuca mandou a campo praticamente todo o time titular e ainda assim não teve moleza. O Botafogo, bem ajustado, deu trabalho, ensaiou finalizações e impediu que os donos da casa ficassem folgados. A torcida ficou com a pulga atrás da orelha no Allianz Parque.

A mudança veio em dois episódios. No primeiro, a troca de Cleiton Xavier por Allione. O meia argentino deu mais mobilidade ao time. O segundo lance, e decisivo: o pênalti que o paraense Drewson da Silva marcou sobre Rafael Marques aos 9 minutos. A falta aconteceu, mas fora da área. Uns centímetros apenas, o suficiente para enganar o bandeirinha, que avisou o juiz, mas o pé de Rafael estava do lado de cá. Jean cobrou de maneira impecável e fez 1 a 0.

Daí em diante, a porteira abriu. O próprio Rafael ampliou aos 18 e Tchê Tchê fez um golaço aos 36. O Palmeiras cumpriu o dever dele, Cuca pôde fazer observações já para o clássico com o São Paulo, daqui uma semana, no próprio Allianz, mas notou que, se a marcação aperta, a equipe se enrosca. É preciso encontrar mais variações de jogadas, como na segunda etapa. E, se Cleiton Xavier anda aquém do esperado, Dudu voltou a ser fundamental. Quando ele está bem, o resto do grupo também melhora.