Palmeiras arranca e o Vasco afunda

Antero Greco

26 de julho de 2015 | 20h47

O Palmeiras agiu como se espera de time que briga por título. Não se intimidou com a condição de visitante, ignorou a tradição do adversário e ainda por cima se aproveitou do péssimo momento do anfitrião. Moral da história: lascou 4 a 1 no Vasco. Dessa forma, assumiu o terceiro lugar, enquanto o campeão carioca permanece atolado na parte de baixo da classificação e vê o desespero aumentar.

A turma palestrina não deu tempo sequer para o Vasco respirar e provar que as vitórias recentes indicavam o fim da crise. Com velocidade, trocas de passes rápidas, movimentação, chegou com facilidade à área e com três minutos, apenas, estava em vantagem, com Leandro Pereira.

Para uma equipe tão insegura quanto o Vasco, o golpe pegou em cheio. Tão forte que se abriu e permitiu que Arouca, Dudu, Robinho, Rafael Marques, além de Lucas e Egídio fossem à frente como se estivessem num treino. E dessa maneira, com naturalidade, surgiram os gols de Dudu e Victor Ramos. Com menos de meio tempo, o Palmeiras liquidou a tarefa em São Januário. O Vasco estava tão atordoado que Herrera perdeu o gol mais feito até aqui do Campeonato Brasileiro.

Daí veio o mérito da rapaziada de Marcelo Oliveira. Em vez de tirarem o pé, mantiveram o ritmo na segunda fase, com chances a surgirem. Numa delas, Leandro Pereira marcou o quarto e provocou o nocaute vascaíno. O gol de Riascos veio num momento de relaxamento e valeu para salvar a honra, para usar uma imagem antiga. E nada mais pôde fazer o Vasco, abatido, limitado, tenso e frágil. Celso Roth terá de achar uma fórmula mágica para espantar o fantasma do terceiro rebaixamento.

O Palmeiras se apresentou de vez na luta no mínimo por vaga na Libertadores. Sob a nova direção, são seis vitórias e um empate nos últimos sete jogos. Quer dizer, 21 dos 28 pontos que tem no momento. O mais elogiável é a postura do time: atrevida, com muita movimentação e incessantes chutes a gol. Falta um retoque no sistema defensivo, que já é um dos melhores da Série A, mas com potencial para refinar-se.

 

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