Palmeiras caminha para ser coadjuvante. De novo?

Antero Greco

24 de julho de 2011 | 20h16

O Palmeiras me lembra,  às vezes, personagem de Brandão Filho, na antiga “Escolinha do Professor Raimundo” (que, por sinal, tem sido reprisada num dos canais a cabo). Ele respondia com perfeição a uma pergunta dificílima e deixava todo mundo embasbacado. Na hora de tirar 10, se enroscava todo numa questão fácil, fácil.

O Palestra tem sido assim. Quando menos se espera dele, derruba adversários em seguida, lidera, dá pinta de que os tempos em que era protagonista estão de volta. Na hora em que atrai atenção e recebe elogios, pisa na bola. E volta a ser apenas ator secundário. A história, velha, se repete agora no Campeonato Brasileiro.

O time de Felipão largou bem, ganhou pontos em seguida e despontou como forte concorrente. Recentemente, passou pelo Santos com autoridade. Daí pra frente, empatou com o América e com o Flamengo – e neste domingo perdeu para o Fluminense (1 a 0,em Volta Redonda). Quatro pontos nos últimos doze disputados, que o fazem patinar na classificação.

Noves fora o gramado horroroso – e, portanto, ruim para os dois times –, o Palmeiras ficou a dever bom futebol. Esperava mais do time, com o retorno de Valdivia depois de quase três meses de ausência. Imaginei o chileno a servir Kleber e Maikon Leite. Não foi o que aconteceu. Ele até tentou,  mas ficou aquém do que se espera. Além de se enroscar na boa marcação tricolor. O Palmeiras teve a rigor uma chance no primeiro tempo.

O Flu não ficou muito atrás. Seu melhor momento foi aos 2 minutos, numa cabeçada de Fred, após cobrança de falta, que Marcos mandou para escanteio como em seus melhores dias. Depois, vi muita pegada, entradas duras de ambas as partes. Tensão. Faltou bola para o Palmeiras, mas faltou qualidade também ao time de Abel Braga.

A diferença entre os dois foi a iniciativa. O Flu tratou de ir ao ataque, na etapa final. Não necessariamente com qualidade, mas com persistência. Foi premiado com um gol de Marquinho, absurdamente anulado. Minutos depois, Marquinho marcou novamente – dessa vez valeu e garantiu o resultado.

O Flu renasce e o Palmeiras empaca. Será que os palestrinos terão de assistir mais uma vez a um filme velho e manjado?

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