Palmeiras coloca mais dúvidas no SP

Antero Greco

08 Março 2018 | 22h50

Palmeiras e São Paulo entraram em campo na noite desta quinta-feira cercados de interrogações. A principal delas: o que esperar de ambos na sequência da temporada, após oscilações iniciais? Qual dos dois é confiável? Ou melhor: algum é confiável?

Pois bem, após os 2 a 0 no Allianz Parque, as dúvidas aumentam para o lado tricolor. Como botar fé numa equipe que tem mais derrotas do que vitórias (5 a 4) na fase de grupos do Paulistão? Como acreditar que o sufoco de 2017 não venha a se repetir neste ano? Qual a capacidade do grupo de engrenar ainda no Estadual? Até onde vai a eficiência do técnico?

As questões procedem, e haveria outras a acrescentar, porque a tropa de Dorival Júnior esteve perto de amargar de forma mais pesada a sexta queda em seis apresentações no estádio palestrino. No primeiro tempo, sobretudo, os anfitriões jogaram muito mais, chegaram aos gols que definiram o placar e poderiam ter feito ao menos mais um.

Houve melhora na segunda parte, com a entrada de Nenê, Trellez e Shaylon nas vagas de Marcos Guilherme, Brenner e Hudson, ainda assim insuficiente para garantir quem sabe o empate. O momento mais emocionante ficou por uma bola na trave chutada por Trellez.

Mesmo com ritmo menos intenso, o Palmeiras não foi ameaçado, reclamou de um pênalti em Dudu e teve um lance de gol anulado (bem difícil para a arbitragem). Mandou no jogo, com a consciência de que não seria ameaçado pelo adversário.

Obteve a sétima vitória, retomou a liderança geral isolada e murchou a tensão provocada por dois empates e duas derrotas nas rodadas recentes da competição. De quebra, reencontra em Borja o artilheiro que não deu as caras no ano passado. O colombiano fez o sexto gol dele. (Antonio Carlos, de cabeça, havia aberto a contagem.)

O mérito palmeirense foi o desempenho seguro no primeiro tempo, desta vez com marcação eficiente e com movimentação intensa de William, Dudu e Lucas Lima. O técnico Roger Machado ainda pôde fazer novas observações, ao colocar Moisés (saiu Bruno Henrique) e Scarpa (saiu William) na parte final. Felipe Melo foi para o banco, mas por contusão.

As limitações são-paulinas são diversas, e passam de defesa, para o meio-campo e o ataque. Embora ainda possa soar precoce, é para o torcedor ficar com a pulga atrás da orelha. O perfil da equipe, por ora, não é dos mais entusiasmantes.

E, não há como fugir da dúvida derradeira: como ficará Dorival, que não consegue fazer o time vencer clássicos? E isso não é de agora…