Palmeiras continua a dar as cartas na B

Antero Greco

07 de setembro de 2013 | 21h21

Costumo lembrar que equipes do calibre de Palmeiras, Corinthians, Grêmio, Vasco, Atlético-MG não devem fazer alarde ao conquistar título da Série B. Pela história que têm, pela força das respectivas torcidas, melhor esquecer a taça da Divisão de Acesso em algum canto da sala de troféus, porque é símbolo de um período ruim. Para times com currículo mais modesto, tudo é festa, mesmo uma quarta colocação que lhe garanta participação no grupo de elite.

Mantenho essa convicção – e, se o Palmeiras vier a tornar-se bicampeão da Segundona, seus fãs não precisam fechar a Paulista com buzinação, rojões, confete e serpentina. Devem ficar alegres pelo retorno, sobretudo no ano do centenário (2014), e cobrar dos dirigentes elenco com qualidade suficiente para fazer bonito num período tão especial.

Noves fora essa ressalva, não deixa de ser justo elogiar quando o Palmeiras vai bem, independentemente da Série em que se encontrar. Sobretudo em um momento em que houve quem tenha estampado a palavra “crise”, por causa da eliminação na Copa do Brasil.

Ok, foi o presidente Paulo Nobre quem acendeu o estopim, ao descer a lenha na equipe ainda nos vestiários, em Curitiba, após a derrota para o Atlético-PR. O dirigente deveria ter sido mais sereno naquele episódio. Deveria ter reconhecido que o time caiu diante de um rival mais forte e embalado. Além disso, era hora de fazer uma análise do elenco atual, para constatar que ainda não está pronto para campanhas memoráveis na próxima temporada.

Passada a ira de Nobre, ficou no ar a sensação de decadência, acentuada por oscilação também na Série B. Achei exagero, forçada de mão enxergar descarrilamento palestrino. A prova está nos resultados recentes – e incluo aqui os 3 a 1 deste sábado contra o Atlético Goianiense. O Palmeiras liquidou o jogo ao abrir vantagem de 2 a 0 com Alan Kardec, ainda no primeiro tempo, e ficou mais sossegado com o golaço de Leandro no segundo. Ricardo Jesus descontou perto do fim do jogo.

Resultado que recolocou o Palmeiras na liderança e faz baixar qualquer poeira. A batalha tem de ser o retorno, em primeiro ou não, mas com consistência. E não custa nada deixar o Kleina um pouco em paz. Estão malhando o moço acima do normal.

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