Palmeiras contrata 21 e ainda não tem time

Antero Greco

17 de maio de 2015 | 20h44

O Palmeiras virou sensação do mercado, em 2015, com quase duas dúzias de contratações. Com direito até a suposto chapéu em Corinthians e São Paulo ao ficar com Dudu, alvo dos rivais. Enfim, foi badalado, arrumou milhares de sócios-torcedores e…? E ainda não tem time.

A segunda apresentação no Brasileiro foi outra decepção, talvez pior do que a da semana passada, quando empatou em casa e em cima da hora (2 a 2) com os reservas do Atlético-MG. Desta vez, não passou do 0 a 0 na visita que fez ao Joinville, no início da noite do domingo. Placar que serve de nota para a rapaziada de Oswaldo de Oliveira.

O Palmeiras foi sonolento do começo ao fim. Não se acertou, não se achou, não incomodou o goleiro Oliveira. Nada funcionou. Ou, para não ser totalmente do contra, ao menos o sistema defensivo foi razoável, diante de um adversário limitado e aplicado. Fernando Prass não teve tanto trabalho como em outras oportunidades.

No mais, passaram batidos Rafael Marques, Dudu, Leandro Pereira, Kelvin, aqueles em torno dos quais se concentrava esperança de gols. Valdivia entrou no segundo tempo e, com ele, tudo permaneceu na mesma. Toques de lado, um ou outro lançamento longo; ciscou e ficou nisso.

Oswaldo colocou Valdivia no lugar de Egídio e manteve Zé Roberto na equipe, só que o recuou do meio-campo para a lateral. O veterano e dedicado jogador não teve fôlego para aguentar o ritmo fraco do jogo. Um erro, portanto, ter ficado. A opção melhor teria sido a permanência de Egídio.

A temporada vai para o quinto mês, o período de testes e observações já foi e o Palmeiras não tem padrão. Faltam-lhe jogadas ensaiadas, alternativas táticas, viradas radicais de jogos. Esses os males; a cobrança virá desses aspectos.