Palmeiras cumpre roteiro da despedida digna

Antero Greco

12 de maio de 2011 | 00h15

Futebol é especial, paixão doida e sem explicação. Escrevo este texto pouco antes do início do SportSCenter, o jornal que há uma década faço todas as noites, na ESN, ao lado do Paulo Amigão Soares. Pois, ao chegar à sede da emissora, no bairro do Sumaré, topo com alguns amigos palmeirenses que aqui trabalham e estão de olhos grudados na telinha. O time deles batia o Coritiba por 2 a 0, eram 20 minutos do segundo tempo e não é que alguém ainda tinha esperança de que ainda sairiam pelo menos outros quatro?!

Não saíram nem quatro, nem cinco, nem mais gol nenhum. O Palmeiras ganhou por 2 a 0, resultado insuficiente para apagar o desastre da semana passada, quando levou baile do Coritiba e apanhou de 6 a 0, nas quartas de final da Copa do Brasil. A equipe paulista despediu-se da competição pelo menos de maneira digna, interrompeu série invicta do rival (29 partidas) e mereceu aplausos dos 6 mil torcedores que foram ao Pacaembu.

A missão era impossível, o Palmeiras só iria adiante se tivesse uma grande ajuda de San Gennaro e da Madonna da Achiropita, que deveriam empurrar sete bolas no gol paranaense. Os santos, porém, preferiram deixar que os jogadores se virassem por si mesmos, para aprenderem que não se vacila diante de um adversário como o Coritiba, como aconteceu em Curitiba, quando todos ‘dormiram’ em campo.

Os dois times entraram em campo cientes de que a sorte da vaga estava definida. O Palmeiras buscava a vitória como forma de desculpar-se diante da torcida, o Coritiba relaxou e não se preocupou em forçar o ritmo. Ganhar ou perder não fazia tanta diferença. Por isso, o primeiro tempo não foi intenso: os donos da casa tratavam de pressionar, sem criar chances de gol. Os visitantes se defendiam e pouco arriscavam.

O jogo ficou vivo na etapa final, com o primeiro gol do Palmeiras, logo a um minuto: em jogada que teve a participação de Adriano terminou com Emerson desviando para o próprio gol. O Coritiba perdeu Bill aos 15 minutos e levou o segundo aos 20, num golaço de falta de Marcos Assunção. Os palestrinos passaram o resto do tempo em cima do Coritiba, mais por questão de consciência do que de certeza do milagre.

Fica para a próxima. E o Coritiba se firma como a força ascendente em 2011. Fará duelos interessantes com o Ceará pelas semifinais e tem pinta de que vai disputar o título

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