Palmeiras, “de seleção”, amarela em BH

Antero Greco

09 de agosto de 2015 | 19h42

A turma do marketing gosta de agitar e descobrir motivos para coisas novas. Isso é bom. Vai daí, alguém lembrou que era bacana o Palmeiras relembrar, no jogo com o Cruzeiro, os 50 anos de inauguração do Mineirão e vestir-se de azul e amarelo para o clássico deste domingo. Assim, faria referência àquela equipe palmeirense escolhida para representar o Brasil em amistoso com o Uruguai e que venceu por 3 a 0.

Muito bonito, mas que bola fora! O Palmeiras deste final de semana esteve mais para a seleção dos 7 a 1 do que para aquele timaço da Academia. Conclusão? Volta para casa com a segunda derrota em seguida desde que Marcelo Oliveira assumiu e empaca na corrida pelo G4.

Brincadeiras à parte, o resultado de 2 a 1 foi merecido. O Cruzeiro pode não ter feito uma exibição impecável, mas esteve melhor e mais seguro. O Palmeiras, ao contrário, embananou-se na marcação (Gabriel fará muita falta), errou no sistema defensivo (os dois gols cruzeirenses foram semelhantes), criou pouco. Enfim, abaixo do time que até recentemente emendou uma série de vitórias.

O jogo no primeiro tempo nem foi tão empolgante e o que teve de melhor foi o gol Alisson com apenas 4 minutos. As duas equipes ficaram amarradas na forma de jogar. O Cruzeiro ainda pôde aumentar, em pênalti que Fernando Prass defendeu, pouco antes do intervalo.

A segunda parte foi mais animada, pois ambos se soltaram. Se não se acumularam jogadas de ataque, pelo menos a velocidade aumentou de parte a parte. Marcelo Oliveira colocou o time à frente, tentou Cleiton Xavier no lugar de Amaral, Alecsandro entrou na vaga de Rafael Marques e se tornaram frequentes as finalizações. Fábio, como sempre, apareceu bem. Só não pegou o chute no gol de Cristaldo.

O Cruzeiro não se abalou e, com paciência, soube explorar oscilação na marcação verde. Chegou à vitória com Arrascaeta. Ainda está muito distante do pretensões mais atrevidas. Em todo caso, já passeia pelo meio da classificação, o que é bem melhor do que ficar na parte de baixo.

 

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