Palmeiras desaba diante de seus erros e do ótimo Damião

Antero Greco

11 de setembro de 2011 | 20h21

O torcedor de cabeça quente acha que todo mundo torce contra seu time. Qualquer observação o deixa irritado. Entendo essa reação, porque também já pensei assim. Tem gente, por exemplo, que cisma que tenho birra com o Palmeiras, tantas as vezes em que o critico. Juro que preferia elogiar – não só o Palmeiras, mas todo mundo. Não tem como. No caso do Palestra, são poucas as ocasiões em que dá motivo para aplausos.

Veja o que aconteceu na tarde deste domingo, contra o Internacional. Quem foi ao Pacaembu assistiu à repetição de cenas mais velhas do que filmes do Charles Chaplin. (Se bem que estes eram obras-primas…) O Palmeiras apertou, foi à frente com frequência, criou e sobretudo desperdiçou chances, levou um gol e desmontou. Daí, tomar outros dois foi apenas consequência do curto-circuito de que sofre há tempos.

O Palmeiras caiu diante de um rival forte, que hoje temem Leandro Damiãoseu ponto de referência e de definição. O rapaz anda jogando muito, fez os três gols e deu desespero na defesa alviverde. Mais do que merecida a lembrança para a seleção. E ainda bem que o mercado europeu já fechou. Caso contrário, teria ido embora.

Mas o castigo maior para o Palmeiras veio por seus próprios erros e limitações. No primeiro tempo, Luan e Gabriel Silva perderam oportunidades embaixo do gol, sempre após jogada de bola parada com Marcos Assunção. No segundo, houve pressão o tempo todo, porém sem qualidade, sem técnica.

O time sentiu ausência de Valdivia (outra vez machucado) e Kleber (mais uma vez suspenso). Enquanto for dependente de dois jogadores bons, mas longe de entrarem na galeria de ídolos históricos, o Palmeiras será participante de segunda linha. E assim, pouco a pouco, vê mais um ano passar em branco…

 

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