Palmeiras descontrai, Corinthians desaba

Antero Greco

31 de maio de 2015 | 20h44

O dérbi paulista manteve a tradição de fazer crise mudar de lado. No caso, de acentuar mal-estar, pois tanto Palmeiras como Corinthians foram enfrentar-se, neste domingo, sob tensão. Mas, com os 2 a 0 palestrinos, em Itaquera, a temperatura ferveu para o lado alvinegro. Para variar, até com descontrolados tentando invadir vestiário.

O placar deveu-se a méritos do Palmeiras e a limitações do Corinthians. O vencedor do duelo finalmente teve equilíbrio e eficiência na dose certa, ao contrário do que aconteceu nas últimas partidas – sobretudo no 0 a 1 para o Goiás e no 0 a 0 com o ASA.

O quinteto de meio-campo, formado por Gabriel, Arouca, Kelvin, Valdivia e Zé Roberto, anulou o adversário, não permitiu um ensaio sequer de jogada de ataque. Amaral entrou depois e manteve a pegada. A defesa ficou protegida, Fernando Prass assistiu ao jogo. Rafael Marques e Zé Roberto selaram o destino, com um gol cada.

O Corinthians foi um amontoado, sem vibração, sem confiança, tampouco inteligência. A equipe que um tempo atrás era considerada apta até a enfrentar os grandes europeus, agiu pequeno, amedrontou-se. Repetiu o desempenho frustrante da derrota para o Guaraní paraguaio.

Há dois aspectos a analisar: O primeiro é o esquema, que não tem funcionado. Antes, o Corinthians prevalecia pelo toque de bola, pelo envolvimento. Agora, ficou manjado. Basta marcar o meio, fechar as laterais e o time despenca. Além disso, já está sem Sheik e Guerrero, tende a ficar sem Gil, Elias e qualquer outro que encontrar interessado.

Tem também a crise financeira. A falta de dinheiro e as dívidas que crescem obrigam a diretoria a puxar o freio. Mas é bom lembrar que essa diretoria atual é continuação da anterior (Mário Gobbi), que era sequência da outra (Andrés Sanchez).

Venderam um Corinthians potência mundial e estão entregando um Corinthians desmantelado.