Palmeiras diante do Figueirense: reação ou UTI

Antero Greco

22 de setembro de 2012 | 01h13

Não há meio-termo para o Palmeiras, neste sábado, na visita a Florianópolis: ou ganha do Figueirense e respira ou, em caso de empate ou derrota, vai para a UTI do Brasileiro já em estado agonizante. Com 20 pontos em 25 rodadas disputadas, a equipe do estreante técnico Gilson Kleina não pode dar-se o luxo de retardar a arrancada para a salvação. Se deseja, de fato, passar para a torcida a ideia de que isso ainda é possível.

A situação palestrina já passou o estágio de dramática. Com as derrotas seguidas para Atlético-MG, Vasco e Corinthians atingiu o ponto de desesperadora. Por isso, caiu Felipão; por esse motivo, desocupados atacaram propriedade de dirigentes; por causa do descontrole, o grupo se refugiou para um período de treinamentos no interior paulista.

As respostas dos jogadores, diante de panorama trágico, variou um pouco, mas giraram sempre em torno da consciência de que são os únicos que podem comandar o ressurgimento. Maurício Ramos chegou a garantir que, ao final do ano, muitos terão de engoli-lo. Bem ao estilo Velho Lobo Zagalo. Como não tem a história do ícone da seleção, que pelo menos se inspire nele. Já Marcos Assunção disse que sente vergonha até para sair na rua.

Pois bem, o desafio está diante dos palmeirenses. E não é nem um pouco simples; ao contrário, delicado que só. O Figueirense, só neste mês de setembro, ganhou de Corinthians e Cruzeiro, empatou com Fluminense e Ponte Preta, e perdeu do Bahia. Está com 24 pontos, ainda na zona da degola, mas deu sinais de revitalização antes do Palmeiras.

Este talvez seja um dos jogos mais tensos da rodada, assim como devem ser Atlético-GO x Flamengo e Sport x Coritiba no domingo. A briga contra o descenso esquenta.

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