Palmeiras dribla a ansiedade e confirma vaga

Antero Greco

24 de abril de 2011 | 20h53

O Palmeiras ainda sofre com a ansiedade. Talvez pelo fato de ter começado o ano sob desconfiança geral, se percebe que há momentos em que lhe falta serenidade para resolver situações embaraçosas. A oscilação apareceu na noite deste domingo, quando levou o gol de empate (1 a 1), diante do Mirassol, no fim da primeiro etapa, no Pacaembu. Havia tempo suficiente para decidir e o time ficou inquieto sem necessidade. No final, ganhou por 2 a 1 e segurou a vaga para pegar o Corinthians na semifinal.

A superioridade palestrina ficou clara desde o começo. E logo aos 10 minutos se materializou em vantagem, com o gol de Valdivia – a propósito, muito bonito. O time de Felipão jogava fácil, não dava espaço para o Mirassol e teve chance de aumentar. Não aproveitou e, na história mais antiga do futebol, ainda foi castigado com o empate, obtido por Marcelinho, aos 40 minutos, após cobrança de escanteio, num vacilo total da defesa menos vazada do campeonato (9 gols em 20 partidas).

O segundo tempo começou nervoso, porque os palmeirenses queriam decidir logo. O Mirassol percebeu a inquietação, deu algum calor, mas se calou aos 11 minutos, com o gol marcado por Márcio Araújo, num chute certeiro de fora da área. O time do interior ainda sofreu uma baixa, com a expulsão de Xuxa por acúmulo de amarelos.

O Palmeiras dominou, teve mais chances para aumentar a diferença (Luan perdeu duas), mas quase se enrosca pelo nervosismo. Um pouco mais de calma e fechava as quartas de final com goleada. Só no fim, conseguiu cadenciar o jogo, deixou o tempo passar e espantou qualquer possibilidade de a zebra passear no fim do domingo de Páscoa.

Vejo Palmeiras e Corinthians em igualdade de condições na semifinal. Os dois têm boas defesas, meio-campos batalhadores e ataques que se equivalem. A ligeira desvantagem corintiana fica para a pressão por título, pois o Paulista é o que lhe sobrou no primeiro semestre. A torcida continua ressabiada, pela saída precoce na Libertadores, e certamente vai cobrar, se não vier a compensação no torneio doméstico. Disso pode valer-se o Palmeiras.

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