Palmeiras e a queda anunciada

Antero Greco

18 de novembro de 2012 | 20h51

O palmeirense está triste – entendo e tem minha solidariedade. Hoje e sempre. Não é fácil aguentar a via-crúcis da Segunda Divisão mais uma vez, em uma década. Mas, depois que passar o impacto da queda, provavelmente vai concordar comigo: foi merecida. O time perdeu o rumo, antes mesmo da conquista da Copa do Brasil, não se encontrou mais e se arrastou durante meses em busca de uma reação que nunca ocorreu.

O empate com o Flamengo, na tarde deste domingo, em Volta Redonda, não foi determinante para o rebaixamento. Assim como não foram os resultados dos jogos de outros rivais nessa corrida maluca. O 1 a 1 foi apenas mais um capítulo desse esfacelamento que vem de longa data. O Palmeiras caiu por si só, e pelo acúmulo de erros, dentro e fora de campo. Principalmente, por incompetência administrativa.

O time que entrou no gramado do Estádio da Cidadania para pegar o Flamengo foi um arremedo, parecia um catadão de casados e solteiros. Tem jogador sem condições de vestir a camisa verde (tomara que seja aposentada a horrorosa amarelo marca-texto), sem contar aqueles que tremeram, o que é compreensível. Na verdade, o boleiro é a parte mais fraca nessa cadeia de presepadas em que o clube se meteu.

Quem pôde acompanhar o jogo constatou: a equipe precisava desesperadamente da vitória – que nem lhe dava garantia de salvação – e ainda assim passou o primeiro tempo todo sem uma chance de gol. Nem um lancezinho mais perigoso! Foi um espetáculo deprimente. E olha que o Flamengo mostrava apatia gigante. Vagner Love ainda perdeu gol em cima da hora.

Na primeira ocasião em que testou Paulo Vítor o Palmeiras se deu bem: Vinicius aos 17 minutos deixou o time paulista em vantagem, em falha do goleiro. Mais tarde, Maikon Leite teve a chance de liquidar com o placar, ao ficar sozinho na cara do gol e… chutou pra fora. Tanta incapacidade foi castigada aos 44 minutos, com o gol de Vagner Love. Que ficou até sem graça para comemorar.

O negócio agora é tocar a vida, levantar a cabeça, pedir mudanças para 2013 e tocar a vida.

 

 

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