Palmeiras e as boas impressões

Antero Greco

18 Janeiro 2018 | 21h41

O Palmeiras ensaiou goleada sobre o Santo André, ao abrir 2 a 0 sem muita força, ainda no primeiro tempo do jogo disputado no Allianz Parque, na noite desta quinta-feira. Depois, deu uma segurada no ritmo, levou um gol na segunda etapa, tomou uma bola na trave, passou por pequeno susto. Até fazer mais um e fechar a conta em 3 a 1, na estreia no Paulistão.

Antes de mais nada, a constatação óbvia: vencer sempre é bom, sobretudo quando se dá a largada numa competição, com caras novas, incluída a do técnico. Como aperitivo, valeu o resultado palestrino diante de um público muito bom (32 mil pagantes), que respondeu “presente!”, como prova de confiança após as contratações feitas nas últimas semanas.

Claro que o desempenho foi instável, e não poderia ser de outra maneira. Além de gente que acabou de chegar, leve-se em conta que se trata de começo de temporada, com os altos e baixos normais. As equipes demoram ao menos um mês e meio para darem ideia aproximada do que poderão mostrar ao longo do ano, para o bem ou para o decepcionante.

No caso palmeirense, alguns pontos positivos podem ser ressaltados. No gol, Jailson manteve a escrita de não saber o que é perder. Marcos Rocha foi bem e basta aplicar-se para ser dono da lateral direita. Antonio Carlos e Thiago Martins não se complicaram, assim como Victor Luís esbanjou fôlego na esquerda, o que pode fazê-lo sombra para Diogo Barbosa.

No meio, Felipe Mello rachou duas vezes, esbravejou, mas compensou com movimentação e passes importantes, como aquele que originou o primeiro gol. Tchê Tchê oscilou e depois cedeu lugar para Bruno Henrique. Dudu correu; porém, esteve abaixo do habitual e foi substituído por Keno, que entrou bem e fechou o placar.

Willian continua a ser eficiente; funcionou na marcação e ainda fez o primeiro gol do time em 2018. Borja foi um leão, a ponto de funcionar como pivô e até ajudar na defesa. Lucas Lima teve estreia muito boa, de quebra com um gol.

É um Palmeiras com muito ainda por definir, com mudanças para ocorrerem. Uma delas, evidente, a entrada de Scarpa. Mas a impressão deixada foi positiva – e o desafio de Roger será o de escolher as peças certas e rodar o elenco de acordo com as circunstâncias.

Se tiver critério, bom senso, competência (e uma pitada de sorte), Roger Machado pode transformar o grupo de jogadores numa equipe vencedora, o que Eduardo Baptista, Cuca e Valentim não conseguiram em 2017.