Palmeiras e São Paulo chacoalharam a tarde de domingo

Antero Greco

26 de fevereiro de 2012 | 20h47

O clássico que Palmeiras e São Paulo fizeram em Presidente Prudente alegrou e frustrou. Os 3 a 3 foram uma festa para quem curte futebol, para quem ainda acompanha esporte como diversão. O resultado decepcionou os mais práticos, aqueles que enxergam mais defeitos do que qualidades quando surgem muitos gols. Sei mesmo que ambos tornaram menos modorrenta a tarde de domingo.

Como me incluo no primeiro grupo, digo que curti o jogo de dois times que certamente passarão para a fase de mata-mata do Campeonato Paulista. Como gosto de jogos movimentados, que não me provoquem sono, reafirmo o prazer que tive na tarde de domingo. Como sou do tempo em que futebol era bola na rede, não desgrudei o olho da telinha até o apito final, na expectativa de que um dos dois ainda marcasse mais.

A procura do gol foi um dos pontos altos. Mesmo com calor intenso, os dois times não se pouparam, não economizaram energia para o ataque. Isso explica em parte os seis gols. O Palmeiras foi melhor no primeiro tempo, que fechou com vantagem de 2 a 1 – belos gols de Daniel Carvalho (cobrança de falta) e Barcos. O tricolor descontou numa bonita arrancada pela direita que culminou com o gol de Cícero.

No segundo tempo, Leão conseguiu recuperar o meio-campo, com a entrada de Fernandinho no lugar do apagado Jadson. O São Paulo reagiu, empatou com pênalti mandrake marcado por Wilson Seneme (William José cobrou), mas levou o terceiro, de novo com Barcos. Mas foi Fernandinho, com um chute certeiro, quem empatou de vez.

O Palmeiras volta para casa com outro empate (no meio da semana ficou no 1 a 1 com o Oeste), mas certo de que encontrou em Barcos a referência no ataque. O São Paulo levou mais três gols (como no meio da semana diante do Bragantino), tem 14 sofridos até agora, mas ostenta um dos ataques mais positivos da competição, com 23 gols (dois a menos do que o Santos). O que é um alento.

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