Palmeiras e Vasco, um empate na medida certa

Antero Greco

17 de junho de 2012 | 19h26

Gostei de Palmeiras 1 x Vasco 1. Jogo agradável, sem ter sido espetacular. O encontro dos extremos se não esbanjou adrenalina também não deu sono. E valeu ainda pelos gols de Mazinho e Juninho Pernambucano. Ambos foram personagens de destaque do fim de semana.

Realço o desempenho do palmeirense e o do vascaíno não apenas pelos gols, mas pelo astral que os circundou. Mazinho repetiu o script do meio de semana, quando entrou para ajudar a decidir diante do Grêmio, na Copa do Brasil (fez o primeiro gol, minutos antes de Barcos aumentar). Desta vez, aconteceu a mesma coisa: substituiu Luan, machucado, e na primeira oportunidade, embora apenas no segundo tempo, não perdoou e mandou a bola para as redes. Caiu nos braços da galera, que o chama de Messi Black.

Juninho Pernambucano dispensa apresentações e comentários. O tempo não devasta a qualidade superior do futebol dele. Foi o maestro da equipe, o jogador mais sereno e criativo. Nada mais justo do que ser premiado com o gol, em cobrança de falta impecável. Houve quem tenha visto falha do goleiro Bruno, que estava no canto em que a bola foi. Prefiro transferir mérito total para o cobrador, que bate na bola como poucos; é mortal para os goleiros.

Se ambos foram bem, o mesmo não vale para Diego Souza e Daniel Carvalho. O meia do Vasco teve atuação apagada, deu lugar para Carlos Alberto e saiu com cara amarrada (e sob vaias dos palestrinos). O meia palmeirense a rigor cobrou bem uma falta e fez um ou outro lançamento. Um susto foi a dor que Marcos Assunção sentiu na perna; deixou o campo por precaução.

Não faltaram marcação forte, de ambos os lados (do Palmeiras, um pouco mais), algumas divididas duras, e reclamações (mais por parte do Vasco). No fim das contas, o resultado foi muito bom para o Vasco, 13 pontos, líder e ainda invicto. Nem tanto para o Palmeiras, 2 pontos e firme frequentador da zona de rebaixamento.

 

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