Palmeiras fora. E a culpa não é da caxumba

Antero Greco

15 de abril de 2016 | 00h17

Pode um time ganhar de 4 a 0, jogar uma partida até razoável, completar cinco jogos invictos e deixar o campo de cabeça inchada?

Pode, se este time for o Palmeiras, logo após golear o River Plate uruguaio. O resultado não adiantou nada e os palmeirenses foram eliminados dentro de sua luxuosa arena, ainda na primeira fase da Libertadores.

E não adianta dizer que, na mesma noite, o Nacional não se empenhou em Montevidéu para bater o Rosário Central e ajudar os brasileiros. Nem imaginar que o time uruguaio não foi escalado com todos os titulares: quatro deles inclusive estavam com caxumba e em recuperação. Méritos para o Rosário que foi competente e venceu o Nacional, já classificado, por 2 a 0 e conquistou sua vaga.

Aliás, o Palmeiras não perdeu a classificação no grupo 2 na última rodada. Perdeu anteriormente em partidas medíocres contra o próprio Nacional e o River.

Tivesse jogado como nesta quinta-feira e provavelmente a torcida deixaria o estádio sorridente: o Palmeiras correu, marcou, pressionou e mostrou que pode disputar um Brasileiro com pretensões ao título. Se restou algum consolo para a torcida e para o técnico Cuca, está em nomes em evolução: o zagueiro Thiago Martins, o volante Matheus Sales, o incansável Gabriel e o valente Allione, que fez dois gols contra os uruguaios.

Criando jogadas, Alecsandro – que marcou um gol de pênalti – cresce sob o comando de Cuca. Outro que se sente à vontade em campo com o treinador é o ala Egídio: que fez o primeiro gol da partida.

Para a torcida ficou também a esperança de que Cleiton Xavier, que entrou no segundo tempo, pode ser o jogador que falta no meio-campo.

Agora é esperar o jogo de segunda-feira contra o São Bernardo, pelas quartas-de-finais do Campeonato Paulista. Neste dia, o Palmeiras não vai depender de nenhum outro jogo para seguir na competição. Nem vai poder falar que a caxumba uruguaia atrapalhou seus sonhos.

(Com participação de Roberto Salim.)

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