Palmeiras, líder tímido, no empate com o Santos

Antero Greco

12 de julho de 2016 | 23h14

O Palmeiras continua líder do Brasileiro, de novo de forma isolada. Mas, nesta terça-feira, foi tímido, acanhado, aquém daquele time rotineiramente mais agressivo em casa.  Empatou com o Santos por 1 a 1, diante de 40.035 torcedores, mas em nenhum momento buscou um resultado consistente.  Por isso,  a equipe de Dorival Júnior esteve mais próxima da vitória.

O Palmeiras de Cuca acomodou-se nas próprias limitações. E, mesmo fazendo 1 a 0, logo aos 6 minutos, com cabeçada do colombiano Mina, se retraiu. Mesmo porque Moisés, o único jogador com características de armador, sentiu a contusão da semana passada e foi substituído por Arouca.

Estava evidente o que Cuca pretendia: impedir que Lucas Lima jogasse e, em seguida, tentar contra-ataque que definisse o marcador.

O primeiro tempo se arrastou até o final, com erros dos dois times.

Na segunda parte, os santistas voltaram mais soltos, afinados, e Lucas Lima finalmente atuou como dele se espera. Buscou a bola, trocou passes, iniciou ataques, infernizou. O gol de empate saiu aos 10 minutos, com chute de Gabigol, que desviou em Vitor Hugo e deixou Fernando Prass sem ação.

Cuca tinha Cleiton Xavier no banco, poderia tentar algo com ele, mas preferiu colocar Leandro no lugar de Barrios. A bola continuou sem chegar ao ataque.

É difícil entender como um jogador como Cleiton Xavier não entre com mais frequência. Se ele está machucado, não deveria ficar na reserva. Se tem condições de jogo, não poderia ficar no banco.

Então o Santos seguiu dominando: Dorival Júnior é um técnico com proposta definida de jogo. Não se acovarda. Seu time não jogou bem, mas não teve medo do Palmeiras.

Para Cuca sobrou a desculpa de não escalar seus dois melhores jogadores no campeonato: os atacantes Roger Guedes e Gabriel Jesus. Mas será que a bola chegaria até eles com Tchê Tchê, Arouca e Matheus Sales formando o meio-campo?

 

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