Palmeiras não dá chance pra zebra

Antero Greco

18 de abril de 2016 | 23h22

O Palmeiras seguiu roteiro idêntico àqueles de Corinthians e Santos, ou seja, não deu espaço para zebra. Ganhou do São Bernardo por 2 a 0, na noite desta segunda-feira, e se classificou para as semifinais do Campeonato Paulista. Terá pela frente justamente a turma santista, em jogo único, na Vila Belmiro, no fim de semana. Dos quatro grandes, só o São Paulo negou fogo, levou 4 a 1 do Audax e ficou pelo meio do caminho.

Cuca havia avisado que apelaria para força máxima no desafio no Allianz Parque. E não poderia ser diferente; sem a Libertadores, era a alternativa que restava para permanecer na corrida por um título no primeiro semestre. E assim fez. O Palmeiras foi à luta com o que tem de melhor – ou ao menos aqueles que o treinador considerava em melhores condições para cumprir o que planejara. Por isso, Gabriel e Dudu ficaram como opções de banco e entraram só no segundo tempo.

Cuca preferiu Matheus Sales para atuar ao lado de Arouca na marcação, enquanto Robinho e Allione adiantaram-se, para encostar em Alecsandro e Gabriel Jesus. A defesa manteve-se inalterada. E, sem sustos nem atropelos, mandou no jogo em casa, para público de mais de 30 mil torcedores. Não criou tanto quanto se poderia esperar, mas o suficiente para marcar um gol em cada tempo – Alecsandro e Gabriel Jesus – e seguir em frente no Estadual.

Resultado à parte (e era obrigação ganhar), interessante a postura da equipe. À medida que avança o trabalho de Cuca percebe-se mais a preocupação em construir jogadas e não rifar a bola, como ocorria até algum tempo atrás. O Palmeiras hoje dá menos chutões, busca menos “ligação direta” entre defesa e ataque. Enfim, pensa mais o jogo – e isso é o mínimo que se exige de um grupo composto por jogadores de boa qualidade. Não faz sentido acelerar o ritmo, se não fizer parte de uma estratégia.

O Palmeiras não topa com o Santos como favorito. Nem tanto por nível técnico – ambos se equivalem. A vantagem santista está no fator campo. Na Vila, o retrospecto é fabuloso, a sequência de vitórias e empates assusta adversários. E, por se tratar de disputa só de ida, isso aumenta o favoritismo, em teoria, da rapaziada de Dorival Júnior.

Empate, no entanto, não é hipótese a ser descartada. Ao contrário, surge como a mais lógica. Daí, o destino de ambos será nos pênaltis. E o que pode acontecer? Sabe-se lá. Certo é que será uma semifinal intensa.

 

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