Palmeiras nega fogo e vê a briga ficar aberta na reta final

Antero Greco

29 Outubro 2016 | 21h55

Vá lá que a vantagem ainda é boa – 5 pontos sobre o Flamengo, 6 no Santos e 7 no Atlético-MG. A primeira derrota, em 14 rodadas do returno, não precisa ser vista como tragédia. O líder depende apenas de suas próprias forças para carregar a taça para casa.

Mas o Palmeiras ficou a dever futebol, no clássico que perdeu para o Santos por 1 a 0, na noite deste sábado, na Vila Belmiro. Criou pouco, chutou nada, não fez Vanderlei suar a camisa. Não provocou comoção na torcida. Parece que nem se sentiu afetado pelo tropeço.

O começo até enganou. A turma verde estava ligada, firme na marcação, dura nas divididas. Dava o recado de que não se intimidaria com o retrospecto ruim na Baixada, com 8 derrotas e 2 empates nos últimos dez jogos e em cinco anos.

Ficou só no ensaio de atuação convincente. Ainda na metade do primeiro tempo, começou a se enroscar na boa distribuição do meio-campo santista e na vigilância no sistema defensivo. Não é por acaso que a equipe de Dorival Júnior tem a zaga menos vazada da competição. Dudu e Gabriel Jesus passaram em branco.

O segundo tempo foi mais inquietante. O Palmeiras conseguiu diminuir a produção, assistiu ao Santos tomar conta do jogo e aproximar-se com perigo. Deu tanta moleza que o castigo veio com o gol de Copete aos 22 minutos. Cuca mexeu, mas mal: a entrada de Leandro Pereira, Cleiton Xavier, Rafael Marques não fez nem cócegas.

Mas não foram responsáveis pelo resultado. Outros estiveram aquém do esperado. Fabiano, Allione sumiram. Zé Roberto, apagado. Gabriel Jesus nem sombra do atacante vibrante que é.

Não é o fim da picada muito menos zebra. O Santos comprovou pela enésima vez a qualidade como mandante. E não é de hoje.

Mas poderia ter sido o melhor dos mundos para os planos do Palmeiras. Agora, o trio de perseguidores continua vivo. Melhor para o campeonato.