Palmeiras protesta contra árbitros. Vai adiantar?

Antero Greco

29 de julho de 2012 | 22h00

Felipão, jogadores e dirigentes do Palmeiras saíram de campo indignados com o trabalho da arbitragem comandada por Fabrício Neves Correa. Eles consideram que o juiz errou nos lances que originaram os gols do Cruzeiro, na derrota por 2 a 1, na noite deste domingo, em Belo Horizonte. No primeiro, não teria havido pênalti em Montillo. No segundo, impedimento de Walyson, ao passar a bola para Borges mandar para as redes. Nada se falou sobre o pênalti sobre Maikon Leite, no qual time descontou a diferença.

O Palmeiras tem razão para reclamar, no mínimo, do pênalti. Ainda no primeiro tempo, Montillo dividiu com João Vítor e caiu dentro da área. As imagens mostram claramente que o choque ocorreu fora da área; no máximo, seria falta, e ainda assim o lance foi duvidoso. Borges cobrou e deixou o time mineiro em vantagem.

O segundo episódio veio aos 10 minutos da etapa final, quando Borges aproveitou rebote, após lançamento na área, e mandou para o gol.  Ele recebeu passe de Walyson, que havia participado da jogada anterior e aparentemente estava adiantado. É lance meos claro do que o do pênalti, mas entrou na conta das lamentações alviverdes.

Ficou a sensação de compensação, quando Fabrício Correa anotou o pênalti em favor do Palmeiras. Para mim, foi dividida forte e normal, mas valorizada pelo atacante alviverde. Barcos cobrou, diminuiu e deu a esperança ao torcedor de que a equipe poderia arrancar o empate e evitar a segunda derrota em seguida (no meio da semana, caiu diante do Bahia por 2 a 0, também com um pênalti inventado.)

A polêmica é grande e interminável. Os protestos foram feitos, mas não devem levar a nada. Fora isso vale ressaltar que o jogo não foi bom e que os dois times se preocuparam mais em marcar do que em criar. O Cruzeiro ainda mandou uma bola na trave, em cobrança de falta, e Bruno fez duas boas defesas.

O Palmeiras chutou pouco, muito pouco, e também se ressentiu da ausência de Thiago Heleno, Juninho, Valdivia, Marcos Assunção. Mais uma vez, Daniel Carvalho esteve aquém do que se espera dele. Felipão atá arriscou, pois chegou a manter em campo, juntos, Barcos, Obina e Maikon Leite.

O time não ajuda e os árbitros atrapalham. Consequência: não sai da zona de rebaixamento, mesmo em paz com a torcida após a conquista da Copa do Brasil.

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