Palmeiras puxa a fila na Libertadores

Antero Greco

30 de abril de 2013 | 13h34

O Palmeiras abre a semana dos brasileiros na segunda fase da Taça Libertadores. Agora começa o período em que acertos e vacilos determinam o futuro dos times. E o desafio alviverde é na grama sintética, no duelo com o Tijuana, no México, às 22h30 daqui.

O piso tem sido mais ressaltado do que a qualidade do adversário, de nível razoável e mais entrosado até do que o Palmeiras. Mas faz sentido a preocupação. A forma de jogar difere daquela dos gramados tradicionais. Isso é fácil de constatar: quem brinca nos campos de society que temos por aqui sabe das peculiaridades.

O Corinthians foi um dos que sofreram com isso. Na fase de classificação, topou com o Tijuana e perdeu or 1 a 0 na terceira rodada. Em seguida, fez 3 a 0 no Pacaembu, sem maiores dificuldades. O mesmo pode ocorrer com o Palmeiras? Quem sabe?

A postura palmeirense pode ser decisiva. Gilson Kleina mais uma vez armou a equipe com meio-campo com muitos marcadores e teoricamente sem ninguém para armar. Novamente, jogam Márcio Araújo, Charles, Wesley e agora também Souza. Os dois últimos muitas vezes encostam nos atacantes – no caso, Kleber e Vinicius, pois Leandro não pode ser inscrito –, mas estão longe de ser criativos.

A impressão que passa é a mesma do clássico com o Santos, nas quartas de final do Paulista, ou seja, a de que Kleina fecha o time para jogar em contraataque. No duelo doméstico, quase deu certo, com empate no tempo normal e derrota nos pênaltis. Vai repetir-se contra o Tijuana? Arriscado prever.

O que pode ajudar o Palmeiras, sempre em termos hipotéticos, é segurar empate, de preferência com gols, ou perder por pouco e também fazendo gols (por exemplo, 2 a 1 ou 3 a 2). Daí a tarefa pode ser mais exequível na volta, em São Paulo.

O Palmeiras, é bom que se reconheça, continua como franco-atirador na Libertadores. Uma constatação e um fator que pode ajudá-lo, como na etapa anterior do torneio.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.